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sábado, 30 de abril de 2011

O que move o mundo

Você já parou para pensar o que move o mundo? Dinheiro? Poder? Sexo? Fé? A necessidade? Talvez você tenha se sentido tentado a responder uma ou todas as anteriores. Mas vou lhe dizer o seguinte: o que move o mundo é o que leva as pessoas a pensarem que o dinheiro, poder, o sexo ou a necessidade movem o mundo. O que move o mundo é o desejo. O desejo por qualquer coisa.




Se você está interessado em dinheiro, poder, sexo, religião ou qualquer outra coisa, isso te fará começar a busca.

Em todo o mundo temos hoje em torno de 6 bilhões e 800 milhões de pessoas. Cada ser humano está desejando algo.

Analisando o mundo por esse ângulo notamos que podemos identificar grupos. Dessa forma podemos prever situações, implantar planos, lucrar. Fazer o mundo girar.

Analisando um ser humano moderno ainda identificamos 3 necessidades básicas: proteção, alimentação e sexo. Todo o resto observado é supérfluo implantado para prover o lucro e fazer a humanidade crescer como grupo economicamente. Apesar de toda tecnologia, todo desenvolvimento social, ainda estamos num patamar muito baixo de desenvolvimento. Ainda nos comparamos aos macacos. Macacos que mandam naves ao espaço.

O que você desejava aos 5 anos e bem diferente do que desejou aos 10 ou aos 15 e assim por diante. O que você deseja agora? Em que grupo você se encontra? Que grupo foca em você. Ao compreender seus desejos você pode dominar sua vida. Pode se desvencilhar das armadilhas. Não estará mais à mercê da mídia que tem de te ganhar a qualquer custo. De quem você é alvo?

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Para que serve a carteira de habilitação?

Imagine a cena: um carro, ou moto, trafegando por uma via qualquer e logo à frente um guarda faz sinal para que o condutor pare o veículo. Após uma breve saudação, o agente da lei pede a habilitação e os documentos do carro. Logo depois é muito comum que ele, com os documentos, se dirija ao carro patrulha e digite os dados do veículo e do motorista em um pequeno computador que está conectado a uma central que fornece todos os dados que precisam ser verificados. Não havendo qualquer empecilho, os documentos são entregues e o motorista segue viagem.

Mas então para que serve a carteira de habilitação fisicamente falando? Para que serve aquele papel oficial com sua foto, dados e sistemas de segurança contra a falsificação?

Quem tem habilitação sabe o quanto custa caro tirar a primeira via desse documento. São pagas taxas muito altas e exigidas a presença e assinaturas do requerente tanto na retirada da primeira habilitação (que só é válida por um ano) quanto para se pedir uma segunda via desse documento.

Mas, se o oficial da lei pode verificar todos os dados por seu aparelho no carro patrulha, para que devemos portar uma carteira?

A carteira, fisicamente falando, pode ser perdida, falsificada, pode se danificar de muitas formas. Vale a pena manter um sistema tão caro e ineficiente enquanto se pode dar o próximo passo e tornar tudo mais automático?

Imagine agora que a carteira exista somente virtualmente. Você cumpriu todas as formalidades legais e está apto a dirigir. O guarda lhe para, pede sua identidade e vai até a viatura. Digita seu número de identidade e a placa do carro. Imediatamente sua foto é mostrada e ele recebe todos os dados necessários. Não havendo problemas na documentação você é liberado. Simples, prático, eficiente.

Você não pode perder algo que não existe fisicamente. Não há a possibilidade de falsificação de uma carteira que não existe fisicamente. Não é necessário que você esteja fisicamente num posto do órgão regulador para retirar um documento que não existe. Nem que sejam pagas as taxas absurdas que são cobradas pelo serviço que poderia muito bem ser gratuito ou de um valor simbólico.

Tornar prático e seguro o processo garante o direito do cidadão de ir e vir. Esse deve ser o papel do estado. Criar normas burocráticas, na maioria das vezes, serve apenas para o empobrecimento da sociedade e cria oportunidades de corrupção. Isso nós vemos a todo o momento no Brasil.

Lamentável que a todo o instante sejam veiculadas notícias sobre fraudes e irregularidades num órgão tão importante quanto o que regula o direito de ir e vir de todo um país como o Brasil. Talvez seja por isso mesmo, que, com toda a tecnologia atual ainda precisemos estar fisicamente sofrendo por não cobrarmos que nossos governantes façam seu trabalho de forma honesta e justa. E também por isso mesmo que ainda precisamos pagar tão caro por não sermos cidadãos.


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terça-feira, 19 de abril de 2011

Precisamos de governantes?

Existe um ranking de corrupção no mundo. O Brasil está muito mal posicionado nesse ranking. No entanto, qualquer pessoa sabe que por mais que uma nação seja bem colocada, ainda assim, a corrupção existe e é um problema sério.
Mas como podemos nos livrar dessa praga? Precisamos mesmo de pessoas eleitas para legislar por todos? Precisamos de políticos e governantes?
Durante muito tempo a resposta foi sim. Mas, definitivamente, agora não. Para falar sobre isso preciso antes falar sobre o software livre. Eu explico:

UNIX
A história do software livre tem seu início em 1969 quando o sistema UNIX começou a ser distribuído gratuitamente às universidades e centros de pesquisa nos EUA.

Creative commons
São muitos os programas que estão incluídos na categoria de software livre e um sistema de licença especial foi criado, é administrado e funciona de forma exemplar para garantir que esses sistemas sejam distribuídos de forma a cumprir seu papel de forma segura para todos: O Creative Commons. Ele é um projeto sem fins lucrativos que disponibiliza licenças flexíveis para obras intelectuais.


Linux
O sistema LINUX foi criado por um estudante de informática como um “passatempo”. Estável, competente, livre, confiável, esse sistema é presença certa entre as pessoas que conhecem informática de forma um pouco mais profunda. Mas já começa também a fazer sucesso entre outras “tribos” que estão cansadas do software proprietário cheio de erros e de arquitetura fechada que não atendem, ou atendem mal, as necessidades dos usuários do sistema. O caso mais exemplar é o programa da Microsoft que, ainda, domina o mercado.

Como funciona a liberação do software livre para os usuários
O software livre depende de uma intensa fiscalização e acertos para que não sejam incluídos códigos maliciosos que possam comprometer a segurança do sistema. Qualquer pessoa tem acesso aos códigos e pode estudá-lo o quanto quiser e submeter sugestões. Essa visualização faz com que melhorias sejam disponibilizadas e falhas sejam identificadas e corrigidas de forma muito rápida. Somente um grupo específico e competente pode liberar a versão final. Somente versões seguras e estáveis são colocadas à disposição de todos ao redor do mundo.
Como podemos notar, o sistema está amadurecido e funciona de forma exemplar.



Sistemas políticos informatizados

As necessidades
As necessidades de uma população podem ser identificadas por meio de pesquisas. As pesquisas seguem métodos científicos que conseguem traçar perfis abrangentes ou em camadas que mostram a necessidade real de modo macro e micro em qualquer sociedade. Você pode ajustar a pesquisa e obter resultados para qualquer situação social; de uma determinada rua, por exemplo, ou para um país inteiro.
Com a atual malha de computadores interligados, podemos realizar estatísticas em tempo real. O Google, hoje, pode criar modelos de padrões que conseguem prever doenças, movimentos políticos, níveis de segurança e etc... em todo o mundo.

Se eles podem, nós também podemos.

Criação e implantação de leis
Começamos a perceber que podemos gerar leis em todos os níveis e camadas sociais que atendam à necessidades reais da maioria da população baseadas nessas informações em tempo real.
O sistema de criação de leis poderia seguir os mesmos princípios do software livre. Aberto a todos para estudo e participação com agilidade e segurança. Um grupo específico faria o estudo final e liberaria a versão mais atual. A periodicidade das atualizações também atenderia às necessidades reais da população. Até mesmo o grupo responsável pela liberação seria “rankeado” em tempo real e seus participantes seriam trocados segundo o interesse público, nunca o pessoal, como existe hoje em todo o mundo.

Então, precisamos de governantes?
Está claro que não. Hoje podemos criar nossas leis, administrar nosso grupo de controle de liberação de leis, excluir a corrupção, punir criminosos e tratá-los para o retorno à sociedade de forma correta, humana e que atendam à grande maioria. O mundo não precisa de governantes, precisa de cidadãos ativos. E hoje já temos as ferramentas para fazer isso. Repasse essa idéia.


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Macacos que enviam naves a outros planetas


O que move o mundo.

Liberdade para criar, mixar, distribuir e produzir para o mundo

Aliberdade começa com o conhecimento

sábado, 16 de abril de 2011

O futuro cada vez mais próximo

Dois vídeos excelentes sobre as perspectivas para o futuro. Realmente será assim? Talvez sim, talvez não. Talvez seja até melhor. O importante é que estamos seguindo em frente. E as mudanças são cada vez mais sentidas.

A visa da Corning Incoporated


A visão da Microsoft

Falar a verdade faz bem

Excelente colocação da verdade que os cidadãos sentem e cada vez mais aprendem a botar para fora. Simplesmente genial.

De repente nosso povo está se descobrindo como gente. Bonito ver isso brotar. Bom ver essa metamorfose social que prevê a mudança de um país gigantesco como o nosso. Isso modifica muito mais que um estado. Ela mexe com o mundo. E isso diz muita coisa.







Se você quer saber como identificar um político corrupto, clique aqui.

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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Manifestação em Teresópolis 12/04/2011

As manifestações contra o governo Jorge Mário Sedlacek continuam em Teresópolis. O dia 12 de abril de 2011 foi marcado por uma das maiores e mais bem organizadas manifestações que reuniu mais de 3000 pessoas em passeata pela principal via de Teresópolis para uma concentração em frente à Câmara dos Vereadores. Com um trio elétrico, muitas faixas, apitos, adesivos pedindo a renúncia do atual administrador da cidade, cidadãos organizados e pacíficos mostravam sua indignação.

Em palavras de ordem e discursos inflamados, teresopolitanos diziam em alto e bom tom que não agüentam mais a permanência do Dr. Jorge Mário Sedlacek na Prefeitura. Quem esteve presente notou que não há mais qualquer pudor em gritar para que todos possam ouvir: o Prefeito é um ladrão. Esta era a afirmação feita por ao menos um dos que tiveram a oportunidade de ter o microfone nas mãos e de muitos que faziam parte da passeata nas ruas.

Era possível ver moradores nas janelas dos edifícios que apoiavam a manifestação empunhando bandeiras e acompanhando a musica do trio elétrico que dizia que o prefeito iria deixar o cargo em um carro da polícia.



Enquanto o foco ainda está sobre o principal administrador da cidade, já começa uma nova onda desta vez contra os 10 Vereadores que não assinaram na primeira seção o pedido de abertura de CPI para apurar as denúncias de enriquecimento ilícito do pior Prefeito da história da cidade.

Nos rostos dos manifestantes podia-se notar a vontade de exercer seu papel de cidadão e ver seu direito básico respeitado: não ser mais roubado por qualquer cidadão eleito pelo voto do povo.

Agentes da ordem pública tentaram impedir o acesso do carro de som na ultima esquina antes da Câmara dos Vereadores. Um acordo entre os organizadores e a polícia garantiu o acesso do veículo que se instalou bem em frente à casa do legislativo municipal e ao lado da Prefeitura.

Ao som do Hino Nacional, milhares de cidadãos teresopolitanos faziam seu pedido de justiça. “Queremos ver os ladrões do dinheiro público presos! Chega de sermos roubados! Político ladrão precisa ficar trancafiado! Vereadores que não estão em acordo com a vontade do povo devem sair!” Eram as frases mais ouvidas entre os manifestantes.

Fotos: Isai





Para ver todas as notícias sobre o Prefeito Jorge Mário Sedlacek, clique aqui.


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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Fiquei feliz com o Barack Obama

Já faz algum tempo que pensei em fazer este post. Os dias foram passando, outras coisas acontecendo. Decidi não deixar passar mais.

A visita da família Obama ao Brasil.

Não estou muito a par do que foi conversado em salas fechadas ou o que foi acordado sobre política enquanto tivemos a presença de Barack Obama em nosso país. Mas devo confessar que a visita do presidente dos Estados Unidos ao Brasil me deixou feliz por um detalhe que é meio que um protocolo essencial hoje em dia: dizer, ou tentar dizer, algumas palavras no idioma visitado. Parece simples, não é um grande acontecimento, mas me surpreendi positivamente ao ver o casal mais poderoso do mundo falando em português. É claro que o discurso seguiu na língua natal dos nossos visitantes, mas este detalhe realmente me tocou e me fez pensar também.

Não é de hoje que se conhece a fama de mal humorados dos franceses
. Mesmo que você tenha chegado à frança, naquele exato momento, se você não se explica avisando que não fala francês, se você não tenta ao menos alguma coisa naquela língua e se começa dizendo algo em inglês... terá como recepção um povo inteiro de cara amarrada. Mas eles estão certos! Aliás, um povo que reivindica que seu visitante fale a língua da nação que visita nunca foi errado. É como diz o ditado: “Em Roma, faça como os romanos.”

É uma questão de respeito ao povo. Por isso é um protocolo mundial que o visitante fale, ou tente falar algumas palavras do idioma local.

Tenho visto muitos visitantes que estão no nosso país, por meses, anos e nunca aprendem nada de português. Outro dia um amigo disse que encontrou com uma amiga minha da Nova Zelândia e que ela mandou lembranças. Perguntei como estava o português dela depois de 12 anos em nosso país. Ele disse: “Ela não fala praticamente nada de português”. Que triste, pensei. Mas não chega a ser uma surpresa. Conheço pessoas da Bolívia, do Peru, da argentina e outros tantos países que falam espanhol que moram aqui há mais de um ano e continuam falando em portunhol sem se importar em aprender o nosso idioma. Quem quiser que os entenda. O mesmo com alguns comerciantes portugueses que moram aqui há mais de 40 anos e ainda falam português de Portugal! Isso sem falar nos chineses, coreanos,... a lista por ser muito grande. Apenas uma característica é comum: não há respeito á nossa língua. Como poderiam ter? Nós mesmos não a respeitamos!

Vemos brasileiros que batem no peito dizendo: “Minha família veio da Inglaterra!”, “Meu pai é alemão”, “Minha ascendência é européia”. São pouquíssimas as vezes que vejo alguém dizer: “Sou brasileiro. Tenho muito orgulho disso.”

Entendam que eu não sou contra qualquer pessoa que venha ao nosso país e que ainda não saiba falar nosso idioma. São todos bem vindos e gosto de conhecer novas culturas. Sei que existem dificuldades e pode ser complicado aprender o português como o falamos. Mas gosto de ver a consideração destas pessoas que mostrariam para mim o quanto gostam deste país chamado Brasil, falando em nosso idioma as belezas que os encantam. Fica mais bonito, fica mais respeitoso. Me faria feliz.

Não falo francês. Ainda! Espero estar na França algum dia. Quero apresentar minhas desculpas imediatamente aos primeiros franceses com quem estiver e depois disso, fazer o meu melhor para aprender seu idioma. O mesmo para qualquer outra nação que eu possa vir a visitar. Quero mostrar meu respeito, minha admiração e dizer a eles, no idioma local: Sou brasileiro e tenho muito orgulho do meu país.

Vamos começar pelos pequenos detalhes
. Brasileiros, tenhamos respeito por esse maravilhoso e maltratado país chamado Brasil.

Meu abraço respeitoso ao Obama e a toda sua encantadora e respeitosa família.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Ultimas notícias de 1º de abril

Jorge Mário Sedlacek RENUNCIOU

Acaba de ser divulgada a notícia que o prefeito de Teresópolis, Jorge Mário, RENUNCIOU.

Informações iniciais dão conta de que ele reconheceu não ter mais condições de administrar a cidade devido ao crescente número de teresopolitanos descontentes com seu governo e as graves denúncias apresentadas pela OAB que culminaram na abertura de uma CPI na Câmara dos Vereadores para investigar o caso.

Até o momento ninguém da prefeitura quis falar. As mais de 40 entidades civis organizadas estão em reunião neste momento para analisar a nova estrutura administrativa que deverá ser formada.

Nas ruas o clima é de euforia. Uma moradora do bairro São Pedro disse: "Graças a Deus conseguimos nos livrar desse pesadelo. Vamos esperar que o novo prefeito resolva essa vergonha que é a obra aqui ao lado do Tiro de Guerra! E torcer que o povo aprenda a votar, né?".

Nossa equipe conversou com integrantes da OAB que disseram que já esperavam por isso: As denúncias são graves. O quadro mudou mas os trabalhos não param. Agora entramos numa nova fase. Vamos torcer para que a nova administração seja bem melhor"

Populares já começam a divulgar as informações pelas principais redes sociais na internet. Grupos já se preparam para uma carreata da vitória pela principal via da cidade. "Finalmente a voz do povo foi ouvida! Me sinto realmente feliz de ter participado desse momento histórico!!!! Uhuuuuuu!" dizia um dos tópicos no Orkut.

Mais informações a qualquer momento.

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1º de abril é o dia da mentira. Que Pena! Gostaríamos muito de ter dado esta notícia!

Enquanto isso, vamos contando:




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Caso Bolsonaro

Por: João Luiz Lincoln

Temos de jogar pedras, mas é bom refletir um pouco.

As declarações do Deputado Federal Jair Bolsonaro ganharam destaque na imprensa e aparecem como motivo de diversos protestos e petições de ações na Justiça e cassação do mandato no Legislativo. Não existem dúvidas da natureza preconceituosa dessas declarações, e diante disso ele deve ser responsabilizado. Mas será que somente ele pensa assim? Será que o povo brasileiro pode ser generalizado como livre desse preconceito? Existem outras maneiras de identificar esse preconceito sem declarações desastradas como as do Deputado?

Lembro-me da minha infância e juventude, quando o Pelé aparecia em público com suas louras namoradas, e sempre havia alguém para generalizar e dizer que “negro é racista com o próprio negro, quando ganha dinheiro não quer saber de negro”. O interessante é que esse tipo de declaração ainda é muito comum. Mas, se eu não me engano, a citação sugere que: negro – para não ser racista – deve se casar apenas com negro e, consequentemente, os brancos vão se casar apenas com brancos – pois os negros não estarão disponíveis. Pois bem, foi exatamente isso que o Deputado falou, só que diretamente! São essas sutilezas que marcam o racismo no Brasil. Essa inversão da ordem de valor, para os mais distraídos, esconde um forte racismo. Algumas pessoas que conheço, e que leram meu currículo antes de me conhecer, confessaram que não esperavam que eu fosse negro – alguns confessaram! Agora vamos fazer contas; declarados negros ou afro descendentes, no Brasil, somam algo próximo de 30% da população; entretanto, os chamados índices sociais marginais como população carcerária, favelados, miseráveis etc, apontam uma participação negra superior a 70%. Será isso natural? Uma maldição de Deus? Nos Estados Unidos, onde a abolição dos escravos foi um pouco mais preocupada com moradia e educação dos ex-escravos, houve a necessidade de um dispositivo legal, em 1969, conhecido como Leis dos Direitos Civis, razoavelmente volumoso e abrangente, a fim de assegurar a presença do negro e outras “minorias sociais”, em todo o cenário social do país. Fizeram isso porque, reconhecendo a presença do racismo entre as pessoas, somente com o binômio “lei-punição”, haveria algo um pouco mais próximo de “justiça social”. É por conta disso que eu classifico o regime de cotas universitárias como algo mal feito, mas não acho injusto! Na verdade, o que falta é uma lei mais ampla, que contemple outros grupos sociais e outras atividades como cinema, teatro, publicidade etc. Acho que devemos aproveitar o momento para, como sociedade, reconhecermos nossas falhas: é o primeiro passo para corrigi-las!

Texto replicado na íntegra com permissão do autor.

A AVAAZ.ORG (Comunidade de mobilização online que leva a voz da sociedade civil para a política global) está captando assinaturas virtuais em um protesto contra o Deputado Jair Bolsonaro. Segundo o site: "As idéias racistas e homofóbicas do Deputado Jair Bolsonaro não são uma questão de opinião pessoal, elas são perigosas. "

Para participar para participar da AVAAZ e assinar a petição, clique aqui.

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