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terça-feira, 10 de abril de 2018

Obsolência programada

Você não compra algo. Você compra o direito de usar algo por um determinado tempo.

Se você comprou algum objeto de uso diário nos últimos 10 anos, é possível que não tenha nenhum deles atualmente. Pode ser algo que sugira que possa durar bastante tempo, como um carrinho de feira, um chuveiro, etc. E grande parte da culpa é algo conhecido como obsolência programada.

Em termos gerais a obsolência programada é o nome dado ao tempo médio estipulado pelo fabricante do produto como "vida útil". O entendimento dessa "vida útil" pode ser mais amplo e não precisa ser necessariamente quanto tempo o material funciona, mas também depois de quanto tempo ele pode ser considerado ultrapassado e o seu usuário pode sentir necessidade ou vontade de trocar o objeto, mesmo que funcionando perfeitamente, por um outro mais moderno. Isso significa que até mesmo o design é usado como ferramenta na obsolência programada.

A obsolência programada pode ser executada de maneiras infindáveis. Um mesmo material pode ter centenas ou milhares de formas de ser programado para até um tempo médio sofrer determinada modificação que inviabilize o seu uso ou motive a troca.

Um exemplo prático seria uma manete de plástico de um objeto qualquer que fica quebradiça e se parte após uns poucos anos de uso. Todos sabemos que o plástico pode ser muito resistente e também pode durar uns 400 anos sem qualquer modificação em sua estrutura, mas a manete se partiu bem antes desse tempo. Isso acontece porque ao criar esta manete, o fabricante optou por uma composição química que suportará os impactos do uso normal do aparelho por um determinado tempo. O calor do dia, a umidade do ar, o suor da mão entre muitos e muitos elementos podem ser o gatinho ou o instrumento da deterioração. 

O objetivo é facilmente compreensível: vender sempre. Manter o mercado em movimento. Fazer com que haja demanda constante e previsível para o seu produto.

Filosofando sobre a questão, percebemos que não estamos comprando um objeto, estamos comprando o direito de usá-lo por um determinado tempo. O problema não chega a ser a obsolência em si. Se você fosse produtor de alguma coisa, gostaria e até dependeria de uma demanda com a qual pudesse trabalhar para manter o seu negócio funcionando. O problema é a destruição da natureza.

As consequências desse sistema podem ser muito prejudiciais ao meio ambiente, uma vez que seus materiais são finitos ou não conseguem ser recolocados com a mesma velocidade com a qual é consumido e a criação de lixo ainda não reaproveitável se torna uma enorme de dor de cabeça. 

É preciso muito equilíbrio e bom senso para conseguir chegar a uma regulamentação do que é aceitável para cada caso. E ultimamente, esse não parece ser o foco de governos nos mais variados pontos do nosso planeta.

Por isso devemos buscar o equilíbrio entre necessidade e puro consumismo. Pois somos um dos principais motivadores dessa prática e as consequências podem ser graves.

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