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terça-feira, 10 de maio de 2011

Um mundo sem dinheiro. A contagem regressiva começou.

Calma, esse post não trata sobre escassez de dinheiro ou crise financeira. Na verdade é bem ao contrário: um mundo sem dinheiro está sendo preparado, queiramos ou não.

Se você não está familiarizado com os filmes da franquia Zeitgeist, será necessário que eu faça uma introdução sobre assunto. (Para saber mais sobre Zeitgeist, clique aqui)


Aprenda a entender a verdade

Eduque-se. Não caia mais nas mentiras que lhe são apresentadas pelos governos.

Vivemos num mundo monetarizado, baseado no consumo e lucro. Para que ele funcione é necessário que se crie a idéia de escassez de recursos naturais. Dessa forma, é gerada uma cadeia produtiva, os preços evoluem, e tabelas de fluxo de caixa traçam os caminhos a serem seguidos pelo empreendimento. O erro em toda essa questão está na sua base: um trabalho está sendo realizado para a geração de um lucro monetário. Como você pode notar, não há qualquer relação com a natureza, aos seres aos quais esses serviços serão postos ou sustentatividade. É um sistema fadado às ruínas e que agora vemos que está acontecendo.


Modificar hábitos

Para seguirmos em frente como espécie é necessário nos reinventarmos. Nos primórdios da humanidade, quando não possuíamos qualquer conhecimento de ciência, matemática e da inter-relação das espécies, fazia sentido montar esquemas básicos que possibilitassem uma reunião social para o crescimento comum. Não era o ideal, mas eram as informações que tínhamos. Foi nesse contexto que surgiram as religiões, os governos e os sistemas monetários que nos trouxeram onde estamos nesse momento.

Hoje temos mais de 6 bilhões e 800 milhões de pessoas espalhadas por todo o mundo. Em 2020 teremos algo em torno de 8 bilhões. Estudos atuais mostram que nesse ritmo de crescimento é simplesmente impraticável manter a qualidade de vida de todos os habitantes do planeta com as atuais políticas de sustentação social. Em outras palavras, o modelo precisa mudar. E rápido.


Acabar com a corrupção

Grande parte dos problemas sociais e naturais que encontramos por todo o globo se referem, em sua base, à corrupção. A corrupção está espalhada em todos os segmentos sociais e até mesmo nos países mais adiantados culturalmente. Mas qual a proposta?

A proposta é extinguir o dinheiro da sociedade moderna. Num primeiro momento soa como loucura. Eu também pensava assim. Achava: Isso não tem como funcionar. Mas acredite, tem sim.

Num mundo baseado em dinheiro, não se pode esperar uma relação muito ética entre vendedores e compradores. Vendedores querem o maior lucro, compradores o menor preço e farão de tudo para chegarem aos seus objetivos.

Num mundo monetarista, a informação é mais do que importante. É a alma do negócio. Atualmente nenhuma empresa séria de propaganda faz uma campanha de produto sem que sua base seja um estudo do target. E esse estudo inclui as características mais íntimas desse target. Preste atenção às propagandas de sabão em pó. Dependendo da marca uma campanha é desenvolvida. Se estivermos querendo vender a usuários da classe C, a propaganda usará estereótipos pertencentes a essa classe, forma verbal de comunicação equivalente, roupas, idades e lugares que façam com que o alvo se identifique e pense que o produto é para ele. Note que depois de algum tempo, essa mesma marca de mercado lança outro produto que diz fazer tudo o que as anteriores não faziam. Logo você nota que será questão de pouco tempo até que essa mesma marca que hoje é a oitava maravilha da sociedade seja a taxada como ineficiente pela própria empresa que a criou. Estão te vendendo uma idéia. E a idéia tenta agregar valor à marca. Muito do preço cobrado por uma mercadoria é resultado do custo de marketing para se vender o produto, não a produção do mesmo. E isso acontece com todos os produtos. Desde do mais básico de limpeza pessoal e de casa, alimentos e até naves espaciais.

Se tentam te vender algo baseado numa idéia de que ele é melhor e não necessariamente porque ela é melhor, então a ética não encontra lugar na transação. A corrupção impera. Nessa mesma linha de pensamento, resguardadas todas as variações sobre o tema e suas posições em nossa vida, somos todos targets.

Felizmente a mesma informação que alimenta o sistema também é a que pode matá-lo. A chegada da internet é o grande divisor de águas de nossa era atual. O mundo gosta, quer e vai se comunicar de uma forma mais e mais eficiente. Com isso podemos trocar idéias mais rapidamente e assim crescer mais rapidamente. O entendimento de nós mesmos e de todas as espécies começa a ser visto de uma forma muito mais lógica do que mercadológica.

Atualmente vemos ditaduras caírem quase que da noite para o dia com o uso da informação em massa criada pela própria massa. Estamos nos reconhecendo como livres. E essa é a primeira barreira a ser quebrada. Mas devemos saber ao que estamos presos quando pensamos ser livres.

A corrupção nos mantém presos. Esperar que outros falem por nós é o mesmo que entregarmos a desconhecidos a chave de nossa casa, os números de nossa conta bancária e senhas. A base de todas as leis que regem a vida monetarizada de uma sociedade advém dos governos. Eleitos democraticamente ou não, esses governos mandam em todos. Se o sistema monetarizado está errado, os governos estão errados. A chave da sua vida está em mãos erradas.


Pesquisas de opinião

Para cada empreendimento que se faz hoje, são feitas muitas pesquisas de opinião. Nada é empreendido sem que se conheçam as características do público alvo. Sabemos que existem métodos modernos de pesquisas por amostragem que refletem com grande acerto as características da população ou qualquer outro seguimento. Essas pesquisas usam um percentual muito pequeno para se chegar a um resultado global. Por exemplo: numa pesquisa de opinião que afeta a vida de um país como o Brasil, são feitas pesquisas com milhares de pessoas. Então, um punhado de milhares de pessoas mostra o perfil de quase 200 milhões de Brasileiros.

Se você tem um site ou blog na internet também está bem familiarizado com essas pesquisas. Seu provedor de serviço para a manutenção do site certamente te disponibiliza uma área de estatísticas. De posse das várias informações sobre os visitantes do seu site, é possível adaptar as postagens para seu público alvo e assim aumentar suas visitas. Mais uma vez, a matemática te diz que caminho seguir.

Qualquer empresa de computação séria baseada na internet, hoje, consegue saber o gênero do usuário, sua idade aproximada, seus gostos, suas necessidades ou o que ele pensa ou pode pensar em querer com poucos cliques. Isso antes mesmo dele entrar no seu e-mail ou rede social e dizer definitivamente quem é. As empresas são capazes de dizer até mesmo como o usuário real da conta erra, quando erra ao acessar seus arquivos. Para dar um exemplo sobre isso temos claro de citar o Google ou o Facebook.

Se essas empresas são capazes de saber tanto sobre um único ser, fica bem fácil saber que ao agrupá-lo, essa empresa saberá muito sobre o grupo. Dessa forma, a empresa pode gerar relatórios com periodicidades incríveis sobre praticamente qualquer assunto relacionado ao grupo com nível de acertos incríveis. Hoje temos mais de 2 bilhões de pessoas conectadas à internet.


Políticos devem ser extintos

Ser governado é como entregar as chaves da sua vida a outra pessoa. Essa pessoa dirá o que é melhor para você e para todos também. Não soa como loucura? Mas é exatamente isso o que fazemos em todo o mundo atualmente. Hoje não precisamos mais disso. Podemos nos gerenciar de acordo com nossas necessidades e percepção de ética.

Se a Google e Facebook podem conhecer tanto e entregar ao grupo o que o grupo quer, também nós podemos criar esquemas matemáticos informatizados para gerar as leis realmente necessárias às massas. Conhecer os dados de 2 bilhões de pessoas em um universo de 6 bilhões e 800 milhões é muito mais eficiente do que a relação estabelecida atualmente para coletar informações; como é o caso do Brasil onde um punhado de pessoas mostra os contornos sociais de quase 200 milhões de indivíduos. Note que é a massa gerenciando a massa, não um escolhido para compilar segundo a sua própria idéia, as necessidades da massa. Esse é um sistema muito mais eficiente. Dessa forma também, podemos notar que o fator corrupção que basicamente está agregado à figura do político, também desaparece.

Em estudo realizado em 2008 pela KPMG, uma das maiores multinacionais de auditoria, realizou uma pesquisa para conhecer o tamanho da perda do Brasil com a corrupção em um único ano. Ela chegou à impressionante marca de 160 bilhões de reais. Em 2008 o total de arrecadação no Brasil foi de 1,056 trilhão de reais. Os dados sobre a arrecadação são do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Pense nos males que esse dinheiro desviado causou e como tudo poderia ter sido diferente excluindo-se a ineficiência do sistema alimentado pela corrupção. Teríamos muito mais do que os próprios 160 bilhões roubados naquele ano. Devemos lembrar também que de lá pra cá a arrecadação manteve-se em alta e a corrupção também, anualmente. Em ultima análise, somos tratados como gado para alimentar uns poucos abastados e manter o sistema. Logicamente o sistema não funciona para os brasileiros. Até mesmo no Japão aonde vimos à incrível eficiência daquele povo, ainda encontraremos focos de corrupção se uma análise minuciosa for aplicada. Você duvida? Eu não. Não estou falando por saber de algo que ninguém mais sabe, mas posso deduzir pela experiência de seres humanos na administração do sistema. Está claro que isso também não é interessante ao povo japonês.

Mas ainda teríamos seres humanos gerenciando o sistema, certo? Sim. Teremos uma junta especializada para introduzir os códigos corretos para a realização das pesquisas que gerariam as leis. A diferença é que os códigos estariam abertos ao estudo de todos e esses poderiam comentar sobre as metodologias, indicar melhorias, denunciar vícios. A própria junta especializada estaria em constante avaliação e todos os seus membros poderiam ser trocados individualmente ou em grupos para a reposição mais adequada. Tal como acontece atualmente com os softwares livres e que mostram incrível eficiência. O sistema já existe e funciona.

Sabendo que podemos retirar o fator “governante” da vida dos cidadãos, notamos que o lobby também será extinto. O lobby é uma relação que pode, com muita facilidade, se tornar uma ferramenta poderosa da corrupção. Se você quer ler mais sobre lobby, clique aqui.


O fim das propagandas

A propaganda é uma espécie de lobby. Claramente podemos perceber elementos básicos do lobby quando tentam te convencer a comprar esse ou aquele produto.

Percebemos que a propaganda também seria extinta, uma vez que não seria mais necessária. Todas as necessidades reais da sociedade estariam personificadas nas pesquisas atualizadas com base nas características da sociedade.

Não havendo concorrência, poderíamos nos livrar das empresas baseadas em lucro monetário. O lucro monetário é tudo na empresa monetarista. Sem lucro monetário, não haverá a empresa. Sobre esta base, notamos que o mais importante não está incluído no cálculo da empresa: o ambiente. Em ultima análise, o lucro monetário suplanta a necessidade do ambiente. O ambiente é outro elemento do calculo, mas não o essencial. Vendo dessa forma, entendemos a loucura do sistema. Continuar a ver o mundo pelo prisma do lucro monetário mata o ambiente. Sem o ambiente, não há vida. Qualquer vida. Inclusive a humana.

Alcançamos um momento de desenvolvimento social onde não só os sistemas de informação estão desenvolvidos. Os sistemas de trabalho também estão mais eficientes. Hoje não precisamos de homens para realizar muitos tipos de trabalhos. E amanhã teremos muito mais máquinas para fazer muito mais trabalho humano. Estamos em risco pelas máquinas que criamos? Se não tomarmos uma posição coerente, sim. Mas podemos entender e fazer com que isso seja diferente. E só será diferente quando não tivermos governantes e a questão monetária regendo as relações sociais.

Perceba que não estou falando sobre socialismo, ou qualquer outro “ismo” que determina forma de governo ou desgoverno. Estou falando de melhores leis, eficiência, de entendimento, do fim da escravidão a qual nos submetemos sem saber, estou falando do fim da corrupção.

O entendimento está sendo levado quando assistimos aos filmes da franquia Zeitgeist. É uma questão de tempo até que as pessoas percebam que podem se governar. Precisamos entender o meio ambiente, e como gerenciá-lo, saber que pertence a todos e afeta a todos e como afeta a todos. Não precisamos de governantes, não precisamos de dinheiro. Precisamos de entendimento.

É questão de tempo. Quanto tempo ainda precisamos? Veremos. A contagem regressiva está em curso.





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Zeitgeist - I

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Macacos que enviam naves a outros planetas


A liberdade começa com o conhecimento.

Se você quer saber como identificar um político corrupto, clique aqui.

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