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terça-feira, 10 de maio de 2011

Um mundo sem dinheiro. A contagem regressiva começou.

Calma, esse post não trata sobre escassez de dinheiro ou crise financeira. Na verdade é bem ao contrário: um mundo sem dinheiro está sendo preparado, queiramos ou não.

Se você não está familiarizado com os filmes da franquia Zeitgeist, será necessário que eu faça uma introdução sobre assunto. (Para saber mais sobre Zeitgeist, clique aqui)


Aprenda a entender a verdade

Eduque-se. Não caia mais nas mentiras que lhe são apresentadas pelos governos.

Vivemos num mundo monetarizado, baseado no consumo e lucro. Para que ele funcione é necessário que se crie a idéia de escassez de recursos naturais. Dessa forma, é gerada uma cadeia produtiva, os preços evoluem, e tabelas de fluxo de caixa traçam os caminhos a serem seguidos pelo empreendimento. O erro em toda essa questão está na sua base: um trabalho está sendo realizado para a geração de um lucro monetário. Como você pode notar, não há qualquer relação com a natureza, aos seres aos quais esses serviços serão postos ou sustentatividade. É um sistema fadado às ruínas e que agora vemos que está acontecendo.


Modificar hábitos

Para seguirmos em frente como espécie é necessário nos reinventarmos. Nos primórdios da humanidade, quando não possuíamos qualquer conhecimento de ciência, matemática e da inter-relação das espécies, fazia sentido montar esquemas básicos que possibilitassem uma reunião social para o crescimento comum. Não era o ideal, mas eram as informações que tínhamos. Foi nesse contexto que surgiram as religiões, os governos e os sistemas monetários que nos trouxeram onde estamos nesse momento.

Hoje temos mais de 6 bilhões e 800 milhões de pessoas espalhadas por todo o mundo. Em 2020 teremos algo em torno de 8 bilhões. Estudos atuais mostram que nesse ritmo de crescimento é simplesmente impraticável manter a qualidade de vida de todos os habitantes do planeta com as atuais políticas de sustentação social. Em outras palavras, o modelo precisa mudar. E rápido.


Acabar com a corrupção

Grande parte dos problemas sociais e naturais que encontramos por todo o globo se referem, em sua base, à corrupção. A corrupção está espalhada em todos os segmentos sociais e até mesmo nos países mais adiantados culturalmente. Mas qual a proposta?

A proposta é extinguir o dinheiro da sociedade moderna. Num primeiro momento soa como loucura. Eu também pensava assim. Achava: Isso não tem como funcionar. Mas acredite, tem sim.

Num mundo baseado em dinheiro, não se pode esperar uma relação muito ética entre vendedores e compradores. Vendedores querem o maior lucro, compradores o menor preço e farão de tudo para chegarem aos seus objetivos.

Num mundo monetarista, a informação é mais do que importante. É a alma do negócio. Atualmente nenhuma empresa séria de propaganda faz uma campanha de produto sem que sua base seja um estudo do target. E esse estudo inclui as características mais íntimas desse target. Preste atenção às propagandas de sabão em pó. Dependendo da marca uma campanha é desenvolvida. Se estivermos querendo vender a usuários da classe C, a propaganda usará estereótipos pertencentes a essa classe, forma verbal de comunicação equivalente, roupas, idades e lugares que façam com que o alvo se identifique e pense que o produto é para ele. Note que depois de algum tempo, essa mesma marca de mercado lança outro produto que diz fazer tudo o que as anteriores não faziam. Logo você nota que será questão de pouco tempo até que essa mesma marca que hoje é a oitava maravilha da sociedade seja a taxada como ineficiente pela própria empresa que a criou. Estão te vendendo uma idéia. E a idéia tenta agregar valor à marca. Muito do preço cobrado por uma mercadoria é resultado do custo de marketing para se vender o produto, não a produção do mesmo. E isso acontece com todos os produtos. Desde do mais básico de limpeza pessoal e de casa, alimentos e até naves espaciais.

Se tentam te vender algo baseado numa idéia de que ele é melhor e não necessariamente porque ela é melhor, então a ética não encontra lugar na transação. A corrupção impera. Nessa mesma linha de pensamento, resguardadas todas as variações sobre o tema e suas posições em nossa vida, somos todos targets.

Felizmente a mesma informação que alimenta o sistema também é a que pode matá-lo. A chegada da internet é o grande divisor de águas de nossa era atual. O mundo gosta, quer e vai se comunicar de uma forma mais e mais eficiente. Com isso podemos trocar idéias mais rapidamente e assim crescer mais rapidamente. O entendimento de nós mesmos e de todas as espécies começa a ser visto de uma forma muito mais lógica do que mercadológica.

Atualmente vemos ditaduras caírem quase que da noite para o dia com o uso da informação em massa criada pela própria massa. Estamos nos reconhecendo como livres. E essa é a primeira barreira a ser quebrada. Mas devemos saber ao que estamos presos quando pensamos ser livres.

A corrupção nos mantém presos. Esperar que outros falem por nós é o mesmo que entregarmos a desconhecidos a chave de nossa casa, os números de nossa conta bancária e senhas. A base de todas as leis que regem a vida monetarizada de uma sociedade advém dos governos. Eleitos democraticamente ou não, esses governos mandam em todos. Se o sistema monetarizado está errado, os governos estão errados. A chave da sua vida está em mãos erradas.


Pesquisas de opinião

Para cada empreendimento que se faz hoje, são feitas muitas pesquisas de opinião. Nada é empreendido sem que se conheçam as características do público alvo. Sabemos que existem métodos modernos de pesquisas por amostragem que refletem com grande acerto as características da população ou qualquer outro seguimento. Essas pesquisas usam um percentual muito pequeno para se chegar a um resultado global. Por exemplo: numa pesquisa de opinião que afeta a vida de um país como o Brasil, são feitas pesquisas com milhares de pessoas. Então, um punhado de milhares de pessoas mostra o perfil de quase 200 milhões de Brasileiros.

Se você tem um site ou blog na internet também está bem familiarizado com essas pesquisas. Seu provedor de serviço para a manutenção do site certamente te disponibiliza uma área de estatísticas. De posse das várias informações sobre os visitantes do seu site, é possível adaptar as postagens para seu público alvo e assim aumentar suas visitas. Mais uma vez, a matemática te diz que caminho seguir.

Qualquer empresa de computação séria baseada na internet, hoje, consegue saber o gênero do usuário, sua idade aproximada, seus gostos, suas necessidades ou o que ele pensa ou pode pensar em querer com poucos cliques. Isso antes mesmo dele entrar no seu e-mail ou rede social e dizer definitivamente quem é. As empresas são capazes de dizer até mesmo como o usuário real da conta erra, quando erra ao acessar seus arquivos. Para dar um exemplo sobre isso temos claro de citar o Google ou o Facebook.

Se essas empresas são capazes de saber tanto sobre um único ser, fica bem fácil saber que ao agrupá-lo, essa empresa saberá muito sobre o grupo. Dessa forma, a empresa pode gerar relatórios com periodicidades incríveis sobre praticamente qualquer assunto relacionado ao grupo com nível de acertos incríveis. Hoje temos mais de 2 bilhões de pessoas conectadas à internet.


Políticos devem ser extintos

Ser governado é como entregar as chaves da sua vida a outra pessoa. Essa pessoa dirá o que é melhor para você e para todos também. Não soa como loucura? Mas é exatamente isso o que fazemos em todo o mundo atualmente. Hoje não precisamos mais disso. Podemos nos gerenciar de acordo com nossas necessidades e percepção de ética.

Se a Google e Facebook podem conhecer tanto e entregar ao grupo o que o grupo quer, também nós podemos criar esquemas matemáticos informatizados para gerar as leis realmente necessárias às massas. Conhecer os dados de 2 bilhões de pessoas em um universo de 6 bilhões e 800 milhões é muito mais eficiente do que a relação estabelecida atualmente para coletar informações; como é o caso do Brasil onde um punhado de pessoas mostra os contornos sociais de quase 200 milhões de indivíduos. Note que é a massa gerenciando a massa, não um escolhido para compilar segundo a sua própria idéia, as necessidades da massa. Esse é um sistema muito mais eficiente. Dessa forma também, podemos notar que o fator corrupção que basicamente está agregado à figura do político, também desaparece.

Em estudo realizado em 2008 pela KPMG, uma das maiores multinacionais de auditoria, realizou uma pesquisa para conhecer o tamanho da perda do Brasil com a corrupção em um único ano. Ela chegou à impressionante marca de 160 bilhões de reais. Em 2008 o total de arrecadação no Brasil foi de 1,056 trilhão de reais. Os dados sobre a arrecadação são do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Pense nos males que esse dinheiro desviado causou e como tudo poderia ter sido diferente excluindo-se a ineficiência do sistema alimentado pela corrupção. Teríamos muito mais do que os próprios 160 bilhões roubados naquele ano. Devemos lembrar também que de lá pra cá a arrecadação manteve-se em alta e a corrupção também, anualmente. Em ultima análise, somos tratados como gado para alimentar uns poucos abastados e manter o sistema. Logicamente o sistema não funciona para os brasileiros. Até mesmo no Japão aonde vimos à incrível eficiência daquele povo, ainda encontraremos focos de corrupção se uma análise minuciosa for aplicada. Você duvida? Eu não. Não estou falando por saber de algo que ninguém mais sabe, mas posso deduzir pela experiência de seres humanos na administração do sistema. Está claro que isso também não é interessante ao povo japonês.

Mas ainda teríamos seres humanos gerenciando o sistema, certo? Sim. Teremos uma junta especializada para introduzir os códigos corretos para a realização das pesquisas que gerariam as leis. A diferença é que os códigos estariam abertos ao estudo de todos e esses poderiam comentar sobre as metodologias, indicar melhorias, denunciar vícios. A própria junta especializada estaria em constante avaliação e todos os seus membros poderiam ser trocados individualmente ou em grupos para a reposição mais adequada. Tal como acontece atualmente com os softwares livres e que mostram incrível eficiência. O sistema já existe e funciona.

Sabendo que podemos retirar o fator “governante” da vida dos cidadãos, notamos que o lobby também será extinto. O lobby é uma relação que pode, com muita facilidade, se tornar uma ferramenta poderosa da corrupção. Se você quer ler mais sobre lobby, clique aqui.


O fim das propagandas

A propaganda é uma espécie de lobby. Claramente podemos perceber elementos básicos do lobby quando tentam te convencer a comprar esse ou aquele produto.

Percebemos que a propaganda também seria extinta, uma vez que não seria mais necessária. Todas as necessidades reais da sociedade estariam personificadas nas pesquisas atualizadas com base nas características da sociedade.

Não havendo concorrência, poderíamos nos livrar das empresas baseadas em lucro monetário. O lucro monetário é tudo na empresa monetarista. Sem lucro monetário, não haverá a empresa. Sobre esta base, notamos que o mais importante não está incluído no cálculo da empresa: o ambiente. Em ultima análise, o lucro monetário suplanta a necessidade do ambiente. O ambiente é outro elemento do calculo, mas não o essencial. Vendo dessa forma, entendemos a loucura do sistema. Continuar a ver o mundo pelo prisma do lucro monetário mata o ambiente. Sem o ambiente, não há vida. Qualquer vida. Inclusive a humana.

Alcançamos um momento de desenvolvimento social onde não só os sistemas de informação estão desenvolvidos. Os sistemas de trabalho também estão mais eficientes. Hoje não precisamos de homens para realizar muitos tipos de trabalhos. E amanhã teremos muito mais máquinas para fazer muito mais trabalho humano. Estamos em risco pelas máquinas que criamos? Se não tomarmos uma posição coerente, sim. Mas podemos entender e fazer com que isso seja diferente. E só será diferente quando não tivermos governantes e a questão monetária regendo as relações sociais.

Perceba que não estou falando sobre socialismo, ou qualquer outro “ismo” que determina forma de governo ou desgoverno. Estou falando de melhores leis, eficiência, de entendimento, do fim da escravidão a qual nos submetemos sem saber, estou falando do fim da corrupção.

O entendimento está sendo levado quando assistimos aos filmes da franquia Zeitgeist. É uma questão de tempo até que as pessoas percebam que podem se governar. Precisamos entender o meio ambiente, e como gerenciá-lo, saber que pertence a todos e afeta a todos e como afeta a todos. Não precisamos de governantes, não precisamos de dinheiro. Precisamos de entendimento.

É questão de tempo. Quanto tempo ainda precisamos? Veremos. A contagem regressiva está em curso.





Você pode se interessar também por essas matérias:

Zeitgeist - I

Zeitgeist - Addendum

Zeitgeist - Moving Forward

O que move o mundo.

Macacos que enviam naves a outros planetas


A liberdade começa com o conhecimento.

Se você quer saber como identificar um político corrupto, clique aqui.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Manifestações em Teresópolis

Um tempo histórico


O segundo dia de manifestação em frente à prefeitura de Teresópolis foi marcado por detalhes já vistos em outras tantas desde que o mundo conheceu o modelo que parece ser democrático:

















- O povo mais organizado: faixas, cartazes, caras pintadas, palavras de ordem, muito barulho;

- Lideranças naturais surgindo: em um primeiro momento, emergem nomes que mostram força e coerência em meio ao amontoado de pessoas insatisfeitas;

- Gritaria desordenada, o povo quer algo: Respostas não surgem das salas de reunião. Os acertos ainda estão sendo feitos. Eles não têm nada. A cada dia, fica mais claro que o governo não é feito para os cidadãos, mas sim, uma forma de dar a poucos o direito de mandar em todos;

















- Nos salões do poder: Quem quer tirar proveito da situação não mostra a cara. A maioria não assina. Ainda não encaixaram seus interesses;

- O tempo passa:
O silêncio é desmobilizador. A multidão enfraquece;

- Nos salões do poder:
O pensamento muito bem poderia ser este: “Viu? Era só nos fingirmos de mortos. Lá em baixo eles cansam.”

Vamos ser sinceros:
você acha mesmo que o governo é feito para tratar bem as pessoas? Se sua resposta for sim, com certeza você ainda acredita em Papai Noel.

Nesse exato momento, enquanto lê essa matéria, alguém está tomando o poder contra você. O bolo está sendo repartido, e você pagará a conta. Não pense que os Vereadores de Teresópolis não assinaram o pedido de abertura de CPI contra o Prefeito Jorge Mário apenas por não saber ainda se ele cometeu ou não algo ilícito.


Veja a lista dos Vereadores que assinaram o pedido de abertura de CPI contra o prefeito Jorge Mário:

1– CLÁUDIO MELLO (PT);
2- WAGNER DE OLIVEIRA FERNANDES (WAGUINHO) (PSC).


Agora veja a lista dos Vereadores que NÃO assinaram o pedido de abertura de CPI contra o prefeito Jorge Mário:

1- PAULINHO CARVALHO (PTB);
2- ARLEI (PMDB) - eleito pelo interior Bonsucesso e Vieira;
3- MARCELO OLIVEIRA (PMN);
4- DR. HABIB (PP);
5- DR. CARLÃO (PMDB);
6- ADEMIR ENFERMEIRO (PT);
7- CLEITON VALENTIN (PT);
8- MAJOR ANDERSON (PRB);
9- MANDINHO (PDT) (membro da comunidade do Caleme);
10- ANGELO FRANCISCO GALLO (ANJINHO) (PP) - eleito por Vargem Grande.


Não seria necessário que qualquer Vereador assinasse o pedido de CPI. Tão pouco a recusa de outros em assinar. O que o povo precisa aprender a ler os sinais: Quando a honra de uma pessoa é colocada em dúvida, qualquer criança sabe que essa pessoa, quando não tem o que temer, toma a frente da situação e pede para que as investigações sejam feitas. Esta pessoa prova que é honesta e parte para resgatar sua honra. Não vimos nada disso.

Tire suas conclusões: o Prefeito não deu as caras. Qualquer que seja o motivo. Ele não pediu a abertura da CPI. Será que isso, por si só, já não prova que ele é culpado?

Os Vereadores não assinaram o pedido: Por quê? Se o Prefeito não é culpado, não há o que temer. Se for, os Vereadores não estão sendo coniventes e por isso cúmplices?
Preciso dizer algo mais?

Pense sobre tudo isso. Aprenda a ler os sinais. O mundo se tornará um lugar cada vez melhor à medida que melhorarmos nossa capacidade de analisar as coisas simples.










Para ver todas as notícias sobre o Prefeito Jorge Mário Sedlacek, clique aqui.


Se você quer saber como identificar um político corrupto, clique aqui.

Se quer saber quanto o Brasil perde com a corrupção, clique aqui.

Se quer saber sobre voto consciente e voto conivente, clique aqui.



Fotos: Isai JP

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Doações de campanha, Loby, etc. Você pagando a conta.


Mais um escândalo de corrupção vem à tona envolvendo a vida política em nosso país. A folha online fez algo maravilhoso que eu julgava já acontecer há tempos e que parecia tão lógico e evidente que me surpreendeu demais ao saber que não é um ato padrão no tribunal de contas do União, no STE ou qualquer outro órgão público que “deveria” estar atento ao controle dos gastos da administrações públicas: cruzou informações sobre os doadores de campanha eleitorais e empresas que receberam recursos da verba da Câmara dos deputados. Esperai! Novamente citando sopas de letrinhas... onde está o CGU, os TCEs, a OAB, a CNBB?
E em outras esferas políticas? Se não há esse controle básico, imagina o que acontece em todo o país? Espero que façam esse verdadeiro “pente fino” nas informações de gastos públicos. Acredito que o resultado vai arrepiar muita gente.
Lembre-se de que quem paga a conta sempre é o cidadão. Não é gratuita a prestação de qualquer serviço público. Não existe almoço grátis.
Muita gente não sabe, mas o custo de energia, telecomunicações, e outras necessidades extremamente básicas em nosso país excedem em muito os valores praticados em outros países. Mas não é coisa de pouca porcentagem não, às vezes os custos superam os praticados no exterior em mais de 1000%. Ainda escreverei, e provarei o que disse acima.

O escândalo do lobby
Lobby, na minha opinião, é uma aberração política. Sua existência é algo que cheira como “corrupção institucionalizada”. Veja a definição da palavra lobby no dicionário Michaelis:

Lobby:
(lóbi) Pessoa ou grupo que tenta influenciar os congressistas (deputados e senadores) a votar projetos de seu interesse, ou de grupos que representam.

Quando há dinheiro envolvido ou qualquer outro tipo de contrapartida lucrativa, o lobby é mais ou menos como uma compra por favores de determinado político ou uma forma de estimulá-lo a fazer algo. Funciona mais ou menos assim: uma idéia é passada ao político por alguém ou grupo que tem interesse em lucrar com algo. O político analisa as possibilidades de exploração em seu favor e como isso o coloca em posição favorável para manter-se no poder. Se chegar à conclusão que não o prejudica de forma direta ou indiretamente, ele precisa saber quanto receberá para se sentir “motivado” a apoiar a idéia. Caso a idéia o prejudique, ele ouve os detalhes da idéia para saber como pode se safar ou quais os argumentos que podem fazer com que sua “biografia” não seja prejudicada. Geralmente, o mesmo “doador” da verba, se encarrega de traçar as estratégias para o político. Afinal de contas, o pobre político não pode ser prejudicado de forma alguma. Caso contrário, nunca mais vai querer apoiar iniciativas desse “doador”. Assim que as arestas são desbastadas, e encontrando-se as equações que desembaraçam os envolvidos, esses passam ao valor da “doação”, geralmente generosa. Note que nesse ponto uma outra equação já foi feita pela interessada em fazer passar determinada lei ou projeto. Existe um custo até quanto essa pessoa, empresa ou organização pode suportar. Uma simples questão de caixa. O dinheiro que o “doador” vai lucrar tem de ser maior do que o valor investido no lobby. Isso é básico. Quem vai pagar a conta é o contribuinte.
Você paga, o interessado ganha horrores. O político fica mais rico. Mas isso não tem nada a ver com a melhoria de serviço ou o bem estar do cidadão. É apenas uma equação de investimento e risco. Caso contrário, não seria necessário haver o lobby. Mais tarde descobrimos que muitas das “solicitações” dos lobistas são prejudiciais ao povo.
O que eu escrevi acima é apenas uma caracterização, não difere muito do que acontece na realidade. Ou seja, uma aberração política. Não é necessário haver ética na manobra do lobby. Apenas estratégias maquiavélicas. Enquanto houver dinheiro, ou qualquer outra contra partida em troca da idéia do lobista, são grandes as chances dessa ser uma manobra corrupta. Essa é apenas uma das facetas da corrupção no Brasil e no mundo.

Eu já havia citado em outro texto algo sobre lobby e políticos.

Mas a pergunta é a seguinte: e agora? Será que o TCU, STE, CGU, os TCEs, a OAB, a CNBB vão fazer alguma coisa? Acredito que sim. Alguns desses dirão que esse não é o seu serviço, outros dirão que vão investigar (nesse caso, senta e espera. Pouco pode sair daí, ou então vão esperar a fervura baixar e minimizar), outros vão fazer cara de paisagem e outros ainda esperam que em pouco tempo você simplesmente esqueça e que isso vire mais uma piada de salão, como disse o Delúbio Soares (aquele do mensalão do PT, lembra?).

Acorde! Quem tem de fazer alguma coisa somos nós! Que até agora estamos agindo como pretensos cidadãos. Temos de fiscalizar, cobrar, mostrar que somos os donos do país. E não as empresas e políticos que há tanto tempo tomaram nosso país para si. Você pode começar entrando em contato com os deputados.
Em seu site, a Câmara dos Deputados tem uma área para a participação popular. Tem também a área fale com o deputado. Mas, sendo sincero, essa área foi modificada. Houve um tempo que você podia mandar mensagens para todos os deputados. Agora, essa opção não existe mais. Dessa forma, você se sente pouco motivado a escrever a todos, um a um. Se for para o bem do cidadão, para quê simplificar? Mas tem uma alternativa. Você pode escrever para a ouvidoria parlamentar.


Eu enviei minha mensagem à ouvidoria solicitando informações. Abaixo, colei o texto por mim enviado.

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Fiquei estarrecido com mais uma denuncia vinda a público que dá conta de ato explícito de corrupção. A matéria foi veiculada pela Folha online no dia 25/01/2009. Intitulada: Empresa doadora recebe verba de deputados
Gostaria de receber informações sobre as atitudes a serem tomadas por esse órgão no sentido de punir os envolvidos neste caso. E quais os mecanismos a serem impostos para prevenir que não aconteçam futuros casos como os relatados na referida matéria.
Sem mais, meu muito obrigado.
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O protocolo da mensagem é o seguinte: 1477102068443.


Estou também disponibilizando uma notícia sobre curso que capacita cidadãos a se tornarem fiscais do dinheiro público.

Espero que possamos nos tornar realmente um país digno. Mas antes, precisamos agir como cidadãos atuantes. Faça sua parte, não espere que seu vizinho o faça.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Os números da corrupção no Brasil

Contribuição de Claudio Lopes


Image and video hosting by TinyPicA KPMG – conceituada empresa de auditoria com escritórios em todo o mundo – realizou um estudo sobre a corrupção no Brasil. O resultado é espantoso: no país, por ano, são roubados 160 bilhões de reais através da corrupção e crimes do colarinho branco. As fraudes totalizam mais de R$ 438,00 milhões por dia. Os dados estão no jornal O Globo de 28 de julho de 2008.

Mas, você sabe quanto é um bilhão?
Um bilhão é um número tão espantoso que é difícil até mesmo para economistas descreverem a sua magnitude. Mas, vou tentar usando dois cenários:
Cenário 1 – um mundo sem inflação
Se você tivesse um bilhão e gastasse dez mil reais por dia (gastar sem retorno), seriam necessários 273 anos até que o dinheiro terminasse.

Cenário 2 – um mundo com inflação
Se você tivesse um bilhão de reais e o aplicasse na caderneta de poupança (um dos menos rentáveis), poderia gastar, sem retorno, dez mil reais por dia, reajustados mensalmente pelos índices de inflação e, mesmo depois de mil anos, ainda seria bilionário.







Só para lembrar, no Brasil são roubados 160 vezes um bilhão.

Levando-se em conta uma população de 180 milhões de brasileiros, é como se cada um, estivesse sendo lesado, por ano, em mais de R$ 888,00 (incluindo os recém nascidos, e a população que vive abaixo da linha da miséria). Com isso, casos de mortes em hospitais mal aparelhados, deficiência no sistema de educação, altos índices de violência nas cidades, entre outros tantos problemas nacionais, podem ser creditados de forma direta e indireta à corrupção. Fica fácil entender porque o Brasil é um país tão rico e ao mesmo tempo considerado de terceiro mundo.
Não é preciso ir muito longe para notar que, apesar dos pesados impostos pagos pela população, o serviço público deixa a desejar enquanto alguns ocupantes de cargos eletivos ostentam aumento de capital acima do percebido pela população em geral. Os dados são frequentemente divulgados por vários meios de comunicação (jornais, revistas, televisão em todo o país) e já são vistos como “notícia rotineira” pelo público mentalmente “anestesiado”.
Lembro que no plebiscito de 1993 que ouvia a população quanto à forma e sistema de governo (república, monarquia ou parlamentarismo) a ser instituída, num programa de tv, ter ouvido um dos herdeiros da coroa brasileira dizer a seguinte frase: “Os brasileiros são como mendigos sentados sobre uma montanha de ouro”. Pessoalmente não discordo em nada dessa afirmação.
Na internet são muitos os casos de propostas que tornam a corrupção um crime hediondo.
Uma comunidade no Orkut foi criada para estimular os internautas a ver a corrupção como um mal negócio, o endereço é http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=3669906.
Existem inclusive propostas desse tipo que foram lançadas no congresso nacional, onde ficaram esquecidas.



O caso Teresópolis

Teresópolis dá sua contribuição para a composição dos números da corrupção no Brasil.

Infelizmente Teresópolis vem às manchetes de jornal em vários pontos do país por motivos menos nobres do que sua beleza exuberante e vocação para o turismo.
No dia 21 de agosto uma equipe do Ministério Público deflagrou a operação denominada “Tarja Preta” onde foram expedidos 13 mandatos de prisão e 19 de busca e apreensão.
Os números divulgados dão conta de que foram desviados algo em torno de 17 milhões de reais.

Em meio às rodas de bate-papo na cidade, não é difícil encontrar pessoas espantadas com o total da verba desviada divulgado pelas operações do Ministério Público. Mas outras questões freqüentes que vem à tona são as seguintes: onde mais há, ou houve, desvio de verbas? No total, qual o verdadeiro montante dos desvios realizados? Há quantos anos isso vem acontecendo?
O esclarecimento dessas questões fica a cargo dos trabalhos do Ministério Público e Polícia Civil. Quanto a nós, simples contribuintes, não cabe condenar ou inocentar os envolvidos, cabe apenas esperar e torcer para que o dinheiro público seja tratado com o devido respeito e a população tenha o direito de não ser lesada. Com isso, quem sabe não veremos mais notícias sobre mortes em hospitais mal aparelhados, deficiências no sistema de educação etc...
Seremos cidadãos afortunados, usufruindo nossa montanha de ouro.

Notícia lida em: http://www.adpf.org.br/modules/news/article.php?storyid=41216.
Claudio L.


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