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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Carne feita em laboratório. Será que você ainda vai comer uma?


Em todo o mundo vem crescendo o número de pessoas que se organizam clamando por políticas mais saudáveis para o meio ambiente. São ativistas em várias áreas que se mobilizam para pedir a diminuição da poluição, o fim da comercialização de madeira ilegal, o fim do uso de peles na indústria de vestuário, o uso consciente dos recursos hídricos e por aí vai.

Nesta corrente, encontram-se também os que clamam pelo fim do consumo de carne visando o fim do sofrimento dos animais e também um estilo de vida mais saudável. É claro que a idéia sobre isso não acaba nesta questão. Realmente, os cálculos levantados dando conta dos recursos naturais para a produção de um hamburguer são impressionantes. Nosso planeta não pode suportar a produção de alimentos baseados em métodos tão arcaicos como os vistos a milênios. Torna-se necessária a obtenção de novas técnicas menos destrutivas e mais eficientes. Foi-se o tempo em que a terra podia ser usada de forma indiscriminada para suprir a demanda mundial por toda a espécia de mercadorias consumíveis.

Nessa linha são criadas tecnologias que visam o aprimoramento de técnicas que, às vezes, podem causar espanto e soar como ficção científica. Mas pode ser que esse seja o caminho.

Desde 2004, um grupo se reuniu com uma idéia tão inovadora e ao mesmo tempo, tão assustadora nos faz, em um primeiro momento, ficar de cabelos em pé. Carnes produzidas em laboratório. O grupo se chama New Harvest.

Estão em andamento pesquisas que mostram que é possível a produção de carnes feitas a partir de uma única célula do animal. O conceito é o seguinte: retira-se a celula do animal em questão (que pode ser um porco ou qualquer outro) faz-se a purificação do material em laboratório para que esse exemplar fique livre de doenças e outras substâncias que possam causar mal ao corpo humano. A partir daí, essa única célula é reproduzida “in vitro” inúmeras vezes usando-se uma espécie de esponja própria, onde a cultura celular se desenvolverá em substancias nutrientes. A princípio, como a textura da nova carne não seria idêntica à natural, a nova carne seria usada na fabricação de produtos como nuggets, salsichas ou amburgueres.

No site do grupo, é dito que a produção da carne em condições controladas pode ser mais segura, mais nutritiva e com menor índice de poluição, além de ser mais humanitária que na produção convencional.

No site do The New York Times você também encontra uma matéria falando sobre o assunto. Clique aqui para ler a matéria (em inglês).


Pode-se, virtualmente, alimentar toda a população da terra, por inúmeras vezes, sem que nenhum animal seja sacrificado e sem os incômodos das doenças ou necessidade de aplicação de hormônios ou remédios nocivos ao nosso organismo. O resultado seria um “produto” 100% garantido como seguro e saudável ao corpo humano. Não vou entrar no contexto dos males da carne na digestão humana e outras questões éticas, religiosas e políticas, mas apenas fornecer a idéia básica por trás dessa iniciativa. É claro que existem outras questões envolvidas no consumo desse tipo de proteína. Mas, num primeiro momento, nota-se que o controle sobre o processo e as observações sobre a produção desse tipo de alimento pode ser considerado a forma mais coerente e talvez menos nociva ao meio ambiente. No papel, tudo fica muito prático, simples e coerente.

O maior grupo ativista dos direitos animais no mundo (PETA), apóia a iniciativa. E já lançou um desafio mundial; oferece um milhão de dólares a quem conseguir desenvolver carne em laboratório a preços acessíveis (em inglês).. O PETA considera que essa é uma forma das pessoas que consomem carne de origem animal tenham o que querem sem que haja sofrimentos desses animais ou crueldades. Muitos são os vegetarianos que também aceitam essa abordagem.

Mas você já se imaginou comendo uma carne que foi produzida “in vitro”? Estranho, não? Eu confesso que fiquei um tanto apreensivo quando ouvi falar dessa idéia. E ainda estou. Mas, talvez nem tenhamos escolha. Nosso planeta não comporta por muito mais tempo áreas imensas para a criação animal com a finalidade do abate. Nosso organismo está sendo bombardeado por doenças, hormônios, remédios e outros produtos que adveem da proteína animal. Há a questão do sofrimento animal, entre outras. O que me parece importante nesse momento é conhecer todos os detalhes dessa idéia polêmica para sabermos os reais benefícios e perigos envolvidos.

Com o tempo, saberemos se essa idéia vinga e se, num futuro não tão distante, estaremos consumindo carne fabricada em laboratório.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Clonagem humana



Em julho de 1996 foi clonado o primeiro mamífero que o mundo tomou conhecimento. A técnica aplicada na clonagem foi conhecida como “transferência somática de núcleo”. Dolly foi sacrificada em 2003, pouco tempo depois de ser verificada artrite degenerativa. Este era um sinal de envelhecimento precoce.

Nos primeiros anos após façanha da clonagem de Dolly, outros animais foram estudo desta técnica que mostrava ainda não estar pronta para seu uso em massa. Lembro de ter assistido reportagens na TV falando sobre os desafios de se clonar um ser complexo e as fotos das aberrações que foram o resultado de experiências mal sucedidas. Foram muitos os erros que se seguiram quando tentaram clonar cavalos, bois e outros animais. Mas agora estamos em 2012 e a clonagem tornou-se ação corriqueira em fazendas espalhadas por todo o mundo. São vários os casos de gados “campeões” que são clones e não é raro vermos até mesmo os clones dos clones. Realmente a técnica foi amplamente melhorada.

Mas, até onde podemos acreditar que o ser humano pode clonar outro ser vivo complexo? Será o ser humano um mamífero tão complexo que ainda não seria possível a sua clonagem?

Outras perguntas: quantos anos você, caro leitor, acredita que “teria” um ser humano clonado tão logo todos os problemas relacionados à clonagem de animais complexos tenham sido sanados?

Você acredita que isso ainda não tenha acontecido? Acredita que nenhum cientista “ainda” não tenha feito um clone de outra pessoa ou de si mesmo?

Se a clonagem humana já tivesse acontecido, ou alguém acreditasse nessa possibilidade, penso que a primeira coisa que viria à cabeça de alguém ao pensar sobre isso seria a imagem de um laboratório super secreto em alguma ilha afastada onde um ar de sofisticação e avanço científico estivesse por toda a parte, não é mesmo? Na verdade, eu acredito que muitos cientistas que pudessem fazer isso, o teriam feito bem debaixo de nossos narizes. Nada seria tão perfeito quanto fazer o oposto do que se espera para se encobrir o que podemos imaginar como loucura científica. Visto desse forma, e pela praticidade que a clonagem de animais complexos tem mostrado, acredito até mesmo que eu ou você já tenha passado por alguma criança clonada que em nada pareceria ser um clone. Isso porque estamos acostumados a ver pessoas imensamente parecidas com seus pais ou mães. Levando-se em consideração a técnica aplicada à Dolly e o tempo decorrido desde que a clonagem foi aperfeiçoada, um cientista de 60 anos poderia ter um clone de 5 a 7 anos de idade, no mínimo.

Pela distancia da idade entre o “pai” (doador) e o “filho” (clone), pouquíssimas pessoas poderiam supor estar diante de um clone. Se a capacidade de discrição dos personagens deste enredo for boa, saberemos somente daqui há muito tempo. Mas acredito que saberemos. Porque os tempos mudam. E a ciência é uma arte e a arte não pode ficar sem público.

Leia esta matéria e pense por si mesmo:  Menina sul-africana recebe clone da própria pele em transplante






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domingo, 22 de abril de 2012

A máquina de criar tudo

Com o avanço da tecnologia moderna e a obtenção do computador quântico logo a humanidade dominará a tecnologia de geração de energia através do plasma. Mas o plasma, apesar de ser um enorme desenvolvimento, não será nada perto da tecnologia de geração de energia através da antimatéria.

A antimatéria realmente solucionará definitivamente a problemática de energia em nosso planeta e em qualquer lugar do universo em que estivermos. Com ela poderemos fabricar, transportar, armazenar, comunicar e até mesmo criar tudo o que quisermos.


Mas como funciona a antimatéria?

A antimatéria, como o próprio nome sugere, é o oposto da matéria. Tudo é constituído de átomos que contém elétrons. Os átomos são constituídos de prótons e nêutrons. Mas antes que precisemos dissecar todo o átomo, vamos direto ao ponto: tudo, o que é de alguma forma material, é feito de energia.

Então a equação de Einstein que diz que E= mc² foi revisada para a visão com a realidade da antimatéria. Ficou assim: E= + ou – mc².

Cada elétron (com carga negativa) tem seu oposto: um pósitron (com carga positiva). Cada próton (com carga positiva), tem seu oposto: um antipróton (com carga negativa). O aparelhamento de antiprótons com pósitrons possibilitou a crianção do antiátomo. Antiátomos são a base da antimatéria, da mesma forma que o átomo é a base para todas as matérias.

O encontro de um antiátomo com um átomo, faz com que a matéria seja aniquilada. O resultado é a obtenção de energia pura de uma forma totalmente eficiente.

O mundo já produz antimatéria, mas em quantidades ínfimas. E o motivo é bem simples: ainda não temos a tecnologia apropriada para produzi-la de forma eficiente, mais rápida e segura.

O computador quântico solucionará esse problema. A próxima etapa após a obtenção do computador quântico será a modificação do ser humano. Essa barreira ainda durará o tempo que for necessário até que as pessoas entendam o que é ser um ser realmente inteligente.


Mas, voltemos à máquina de criar tudo.

A máquina de criar tudo será a próxima grande invenção da humanidade após a melhoria da eficiência para a geração da antimatéria. Com ela, como o próprio nome sugere, criaremos tudo.

Imagine construir a sua casa, os móveis que deseja usar, a comida que deseja comer. Até mesmo partes do seu corpo ou do seu animal de estimação. Até mesmo todo seu animal de estimação, ou uma pessoa inteira! Não entrarei na questão se essa criação terá vida, ou não.

Não teremos lixo. Tudo será aproveitado, tudo será matéria útil.

O conceito de trabalho deixará de existir. O conceito de governo deixará de existir e com ele o de países. O conceito de "coisa" mudará.

A máquina de criar tudo funcionará perfeitamente e posso dizer isso com extrema tranquilidade porque sabemos que E= + ou – mc². Só ainda não temos a tecnologia para tornar isso corriqueiro. Mas isso só vai acontecer depois que obtivermos o computador quântico e o ser humano entender o que é ser humano.



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sexta-feira, 16 de março de 2012

Drogas virtuais. Elas realmente existem?

O ser humano sempre fez uso de algum tipo de substância que pode modificar seu estado mental e/ou físico. Isso acontece desde de tempos imemoriáveis. O leitor dessa matéria pode estar se perguntando nesse momento: Se são tempos imemoriáveis, como saber se isso é verdade?

Vamos aos fatos:

Imagine um ser primata que vaga pela mata ou por algum terreno à procura de comida. Ele busca, prova, tenta algo para aplacar a sua fome. Eventualmente encontra algo que o alimenta e segue em frente. Eventualmente se depara com alguma coisa que irá intoxicá-lo. Digamos que esse indivíduo encontre um cogumelo alucinógeno, ou uma fruta já em estado de decomposição que fermentou transformando parte de seus açúcares em álcool. Agora temos certeza de que as drogas fazem parte da vida de vários seres vivos desde tempo imemoriáveis.

Na busca por novidades, alguns indivíduos criam, e consequentemente outros experimentam, drogas novas.

Já há alguns anos temos visto na internet o lançamento de programas que visam modificar o estado mental das pessoas através de frequencias sonoras por um determinado tempo e em condições propicias. Esse é o caso do programa i-doser e de uns outros menos conhecidos. O i-doser diz ter uma base de dados de mais de 50 “doses” sonoras que são nomeadas de acordo com as sensações que prometem fornecer. Encontramos nomes em seus arquivos como cocaína, maconha, heroína, ou outras que sugerem o uso mais consciente como estado de alfa, gama, beta e mais.

Também é comum encontrarmos alguns vídeos no youtube que prometem modificar seu estado mental através de padrões de imagens e sons.

Mas será que isso funciona?

Não tão antiga quanto a relação dos humanos com as drogas, existe a modificação das ondas cerebrais por meios não físicos. Um exemplo prático disso são as meditações e mantras. Que, como todos sabem e já foi comprovado, funcionam perfeitamente. Mas nem todos se sentem capazes de executar a meditação ou ter seu estado mental modificado pelo mantra. Com o i-doser parece ser a mesma coisa. Não é raro encontrarmos entusiastas que dizem realmente sofrer alteração dos sentidos após fazer uso dos arquivos sonoros do programa. Como também, e muito mais comum, encontrarmos pessoas que dizem não terem experimentado qualquer efeito que não uma bela dor de cabeça ou sensação de zumbido por algum tempo mesmo após terem terminado o uso de algum arquivo do i-doser.

Portanto notamos que, como tudo o que existe no mundo, uma parte da população está susceptível a ser atingido pela sugestão ou pelos efeitos de qualquer “produto” à disposição.

Aos que dizem tratar-se apenas de efeito placebo, vale a pena perguntar: qual o nome dado ao placebo que te cura?

Com base nessas percepções simples, acredito que posso afirmar: Sim! As drogas virtuais existem.

Você conhece o i-doser ou já fez algum uso de programas que dizem proporcionar alguma alteração de percepção sensorial?


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quarta-feira, 14 de março de 2012

No futuro a senha será você – sua privacidade estará nas mãos de quem analisa os dados

Redes sociais, e-mail, programas instantâneos de mensagens, cartões de crédito, sua conta bancária e muito mais. A cada dia a senha pessoal e intransferível é mais e mais necessária. Especialistas em segurança da informação alertam que o ideal é criar senhas fortes com letras e números, e diferentes, para cada aplicação que se quer acessar. Isso porque uma senha muito óbvia ou fraca pode ser facilmente descoberta por pessoas mal intencionadas. E informação – mais que nunca - significa poder.

Com tantas senhas, como fazer para lembrar de todas?
Crie senhas com relação entre o que está sendo usado e algo que você não esqueceria. Tal como aqueles exercícios de memorização de cartas onde a pessoa que memoriza relaciona a carta a algo pré determinado – como os cômodos de uma casa com seus objetos dentro, por exemplo. Um exemplo prático de construção de senha forte no e-mail: senha de e-mail do gmail. Gmail é do Google, então se o usuário usar um apelido de infância, com letras maiúsculas e minúsculas + a palavra Google – também com letras maiúsculas e minúsculas -, terá uma senha forte com grandes chances de ser lembrada facilmente. A inserção de números em qualquer parte aumenta muito a força da senha. E pode ser feita em muitas outras aplicações.

Mas ter uma senha forte é apenas o primeiro passo. Manter esta senha segura é um outro trabalho árduo! Isso porque o acesso à informações em vários terminais torna a segurança da informação uma tarefa muito sensível. Está cada vez mais comum conhecermos histórias de pessoas que tiveram seus dados acessados, ou até roubados, por terceiros. O leitor dessa matéria já pode ter passado por isso.


Mas o que o futuro nos reserva para este verdadeiro caos instalado?

Imagine uma pessoa que está fora de seu país de origem e chega em frente a um monitor de vídeo qualquer durante sua viagem de negócios ou turismo. Imediatamente o usuário é reconhecido pelo aparelho e um “wizard”, previamente personalizado por ele, o saúda em sua língua natal e pergunta se ele quer acessar suas mensagens, ou seus arquivos prediletos. De quebra ainda faz as ultimas recomendações de conteúdo que pode ser de seu interesse e lista as notícias relevantes. O usuário diz quais os seus interesses imediatos e acessa suas informações.


Isso pode não estar tão distante como se pensa. Pesquisadores estão neste momento criando, incrementando e melhorando os métodos de reconhecimento de usuários em vários setores de informações. Tudo indica que o usuário será reconhecido por vários fatores específicos num cruzamento de informações que garantiriam com absoluta certeza, e potencial de erro nulo, a identidade de cada um. Um exemplo seria o reconhecimento de gestos involuntários do corpo – como forma de andar e se portar – e o movimento involuntário dos olhos do usuário. Mas não para por aí: até mesmo a química exalada pelo corpo de cada pessoa pode ser analisada, e o timbre de sua voz. Dessa forma, mesmo que alguém tente se passar por você, falhará ao se comportar – de modo voluntário – como você. Ao fazer isso, este farsante que pode estar usando máscaras modernas e extremamente realistas do seu rosto, estará agindo de forma involuntária e terá seus dados lidos e sua química corporal analisada. Mesmo que ele simule sua voz, o cruzamento dessas informações fará com que o programa o reconheça como sendo ele mesmo e não você. Seus dados estarão seguros. E os dele também!


Mas, quais os efeitos de ter tudo sobre o controle dos computadores?


Hoje, ao entrar na internet, seus dados são lidos por programas dos sites de praticamente todos os serviços. Com poucos cliques já é possível saber o gênero do usuário, sua idade aproximada, seus interesses prováveis e seus próximos cliques. Até mesmo a forma de errar ao entrar num determinado serviço de internet pode ser a prova de que o usuário é o legítimo dono da conta do serviço! Você é o alvo e a cada dia será mais e mais atingido pelos objetivos e investidas do mercado.

Com o incremento dos sistemas computacionais e o barateamento dos equipamentos, qualquer câmera terá resolução altíssima e capacidade de análise de dados de múltiplos usuários instantaneamente.

Isso nos leva à preocupação com a privacidade do indivíduo. Como saber quem está analisando os dados fornecidos?

Está mais do que provado que o cidadão comum segue padrões comuns: como transitar por lugares com frequências relativas ao que pretende fazer, em horários distintos. Se eu sei que o morador da rua A, se dirige à rua B todos os dias por volta das 7:30hs da manhã para comprar seu café da manhã, posso prever onde ele estará em poucos minutos, neste horário, assim que ele fechar a porta de casa. E o número de acerto aumenta de acordo com o número de dados analisados. O dia, a hora, a roupa usada, a pressa ao caminhar. Tudo são dados analisáveis.

Os desdobramentos sobre essas informações são praticamente infinitos e a comercialização desses dados será cada vez mais instantânea. Ao girar a chave na porta, programas próprios poderão colocar à venda num leilão instantâneo os seus próximos passos. Todos os possíveis mercados à sua volta colocarão à sua disposição seus interesses. Não se esqueça que os governos também terão acesso praticamente irrestrito a essas informações. E todas as implicações que isso pode ter sobre sua vida.

Andy Warhol disse que no futuro todos teriam 15 minutos de fama. O futuro praticamente chegou e logo todos irão querer 15 minutos de privacidade. É um caminho sem volta. Sua privacidade estará nas mãos de quem tem os dados ou de quem tem maior capacidade de analisar os dados. E a senha será você.


Informação atualizada em 04/07/2012:

Se você ainda duvida que será a senha para tudo o que quiser acesso, leia essa matéria e assista o vídeo:


Tecnologia consegue transferir dados através do corpo humano




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sábado, 10 de março de 2012

Computador quântico - cada dia mais próximo

Fique atento: no momento em que os meios de comunicação transmitirem a notícia de que o primeiro computador 100% quântico e totalmente operacional estiver em funcionamento, o mundo mudará radicalmente. Talvez você já tenha ouvido – ou visto – sobre um computador quântico que começou a entrar em funcionamento em fevereiro de 2007. Na verdade ainda não se tratava de um computador exclusivamente quântico. E por isso as coisas “ainda” parecem correr da mesma forma que em 2007...

O fato é que a forma de funcionamento de um computador quântico é tão eficiente que o que hoje levaria 10, 20 anos, para ser processado com computadores normais, com um computador quântico, levaria poucos meses. E logo que os primeiros resultados fossem conseguidos, o que levaria meses com o computador quântico, logo levaria dias e em seguida horas, e segundos e assim por diante.
Parece haver no ar uma eminência de que logo teremos essa máquina em funcionamento. Desta forma me peguei analisando os efeitos que isso poderia ter sobre nossa vida. São vários e seriam maravilhosos! Uma verdadeira explosão – daquelas bem ao estilo bomba atômica – com descobertas e mais descobertas científicas mais e mais rápidas a cada dia, e a cada vez, mais rápidas.

Uma das primeiras modificações que acredito que experimentaremos será a internet de qualidade infinitamente superior a que temos atualmente. Isso porque a internet passará a usar as partículas entrelaçadas ou partículas assombradas – como descreveu Albert Einstein. Duas partículas entrelaçadas permanecem em estado sempre semelhante instantaneamente, independente da distância que as separa, mesmo que uma esteja aqui e a outra do outro lado do universo. Neste caso, se um pulso sinalizando o estado binário 1 ou ON, atuasse na primeira molécula a segunda também mudaria seu estado para 1 ou ON. A velocidade de conexão seria imediata. Por exemplo: hoje quando uma nave está na órbita do planeta Marte e manda um sinal para a terra, são necessários 40 minutos até que recebamos o sinal e outros 40 minutos até que a nave receba a resposta. Com o entrelaçamento, este contato será instantâneo.

Acredito que a maior das mudanças imediatas no ser humano, será a internet neural. Isso significa que a internet acontecerá no cérebro do usuário e haverá a simulação da realidade exatamente como a experimentamos em nossos dias. O controle do usuário será total na sua configuração. Dessa forma, você poderá criar o seu universo – ou universos - e ser o verdadeiro deus desta “realidade”. Acredito que, num primeiro instante, governos fariam a regulamentação do tempo que pessoas comuns poderiam ficar conectadas. Isso porque será viciante e em alguns casos perigoso ao usuário, que em algumas situações, não reconhecerá a diferença entre o virtual e a realidade. Como realidade é um conceito “do que é reconhecido pelo cérebro”, imediatamente, o virtual seria também a realidade.

A transformação física do ser humano seria inevitável. A morte seria uma escolha. Até mesmo ter um corpo seria uma escolha. Isso porque os avanços possibilitarão que o corpo físico seja excluído e apenas o cérebro - como ultima instância do ser humano físico - seja “o ser humano”.

O cérebro seria inteiramente turbinado e, em seu limite, expandido a extensões computacionais que o tornarão infinitamente expansível. Deixaremos de ser um, para sermos todos um, caso queiramos. Sem um corpo físico, nossa única necessidade será de alimentos essenciais básicos para a manutenção do cérebro. E, no caso do desligamento do cérebro, seus conhecimentos podem continuar na esfera computacional evoluindo como se vivo estivesse.

Você pode achar que estou um tanto “delirante” nesta descrição. Mas veja: observando a história da humanidade neste planeta, sempre que uma nova forma de comunicação, processamento e arquivamento de informações é apresentada, há saltos incríveis de conhecimento e avanços tecnológicos. Em 1900 não conseguíamos sequer voar. No ano 2000 uma sonda fabricada pelo ser humano se aproximava de plutão. Os avanços hoje, mesmo sem o computador quântico, já são rápidos e cada dia mais e mais rápidos. O que antes levava 10 anos para ser solucionado, hoje leva uns 3 ou menos! E daqui a 3 será ainda mais rápido.

Mas, ao mesmo tempo me veio um preocupação: no atual momento humano de inter-relacionamentos gerais – necessidades físicas, comércio, noção de vizinhança, apego a coisas materiais... - temos um sério problema. O ser humano “ainda” não está pronto para a realidade de usar esta tecnologia. Não está pronto tanto no que diz respeito à sua forma física humana como também como em sua forma de pensar. Isso porque o corpo físico tem necessidades inerentes a ele e o pensamento está muito adiantado com relação a isso. Dessa forma mostramos capacidades imensas de propor considerações filosóficas realmente espetaculares, mas ainda não temos condições de alcançar a grande maioria delas. E notamos isso claramente quando vemos um mundo violento, sujo, e cheio de problemas primários – como a fome mundial, por exemplo – e doenças básicas que ainda assolam a humanidade.

Hoje, quando uma empresa se presta a desenvolver um projeto e executá-lo, o faz visando o lucro financeiro. Portanto há um tempo para investir em desenvolvimento, produção, vendas. Com um computador quântico, chegaremos ao ponto que quando pensarmos em algo, em horas teremos o resultado para a produção, e logo que começarmos a produção, teremos o aprimoramento monstruoso do que foi proposto anteriormente, fazendo com que o produto “novo” já tenha se tornado, há muito, obsoleto. Assim que vier a público que o material que está sendo posto à sua disposição é obsoleto, ele terá um alto nível de rejeição. Neste caso prático, notamos a disparidade entre físico e mental. Nós, seres humanos, ainda temos medo de não conseguir uma “boa caça na próxima temporada”, tal como faziam nossos ancestrais da idade da pedra. Por isso somos acumulativos, egoístas e medrosos. Esta mentalidade está encravada na grande maioria dos humanos. E assim será enquanto houver o fator lucro financeiro envolvido, regendo nossas vidas. Esta proposta parece soar como uma sinuca de bico. Mas mesmo as sinucas de bico podem ser desfeitas.

Visualizando um cenário como este, a única solução que consigo ver como possível saída, é a transformação do pensamento de inter-relacionamentos humanos. Ao mudar a forma como nos relacionamos com pessoas e coisas, podemos encontrar a solução para o “problema” de termos um computador quântico eficiente e totalmente operacional. Para entender sobre essa mudança é imprescindível se falar do software livre. O software livre é uma iniciativa de desenvolvimento conjunto e contínua, sem fins lucrativos, que possibilita o melhor do produto em tempo recorde. Como já postei anteriormente neste blog, o software livre tem nos mostrado de várias formas como podemos mudar o mundo, e portanto, nossa realidade pessoal e política.


Todo este pensamento sobre o computador quântico, ser humano e desenvolvimento nos leva inegavelmente à questão singular que encontramos no corpo humano: em todos os seres com cérebro deste planeta, até hoje, nenhum outro ser foi capaz de mostrar ou experimentar um desenvolvimento tão rápido e tão explosivo em seu cérebro quanto os humanos. Não há paralelo entre todas as espécies existentes que justifique ou explique de uma forma natural na escala evolucionária, o crescimento e desenvolvimento cerebral humano. É como se, no decorrer da história do desenvolvimento da humanidade, dormíssemos em uma caverna e acordássemos no dia seguinte prontos para construir monumentos e implantar tecnologias incríveis. Por isso o termo “elo perdido” é um assunto recorrente. E também por isso que as teorias sobre sermos o resultado de um experimento de melhoramento de DNA por seres alienígenas mais avançados vir sempre à tona.

Como podemos notar, chegamos a um momento crítico na história da humanidade com a chegada do computador quântico: a disparidade entre o ser animal e sua capacidade cerebral avançada em um mesmo corpo vai cobrar seu preço.

Por isso precisamos fazer logo a transformação através do conhecimento para a grande parte da população mundial. Precisamos eliminar os absurdos da terra: a fome, as guerras, os sexismos, os conceitos de religiões, as discriminações e transformar os governos. O momento é agora. E sinto que ainda estamos adormecidos sobre isso. A tecnologia está, em comparação com a maioria dos seres humanos comuns, infinitamente adiantada.

O primeiro passo parece ser a introdução do pensamento de desenvolvimento conjunto e não-comercial, assim iniciar o processo e podemos ter o melhor de todos os aspectos apresentados pela evolução explosiva que um computador quântico pode nos proporcionar. Podemos salvar o planeta, nossa cultura, e literalmente, nossa pele. E aí sim, o mundo mudará radicalmente.


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terça-feira, 19 de abril de 2011

Precisamos de governantes?

Existe um ranking de corrupção no mundo. O Brasil está muito mal posicionado nesse ranking. No entanto, qualquer pessoa sabe que por mais que uma nação seja bem colocada, ainda assim, a corrupção existe e é um problema sério.
Mas como podemos nos livrar dessa praga? Precisamos mesmo de pessoas eleitas para legislar por todos? Precisamos de políticos e governantes?
Durante muito tempo a resposta foi sim. Mas, definitivamente, agora não. Para falar sobre isso preciso antes falar sobre o software livre. Eu explico:

UNIX
A história do software livre tem seu início em 1969 quando o sistema UNIX começou a ser distribuído gratuitamente às universidades e centros de pesquisa nos EUA.

Creative commons
São muitos os programas que estão incluídos na categoria de software livre e um sistema de licença especial foi criado, é administrado e funciona de forma exemplar para garantir que esses sistemas sejam distribuídos de forma a cumprir seu papel de forma segura para todos: O Creative Commons. Ele é um projeto sem fins lucrativos que disponibiliza licenças flexíveis para obras intelectuais.


Linux
O sistema LINUX foi criado por um estudante de informática como um “passatempo”. Estável, competente, livre, confiável, esse sistema é presença certa entre as pessoas que conhecem informática de forma um pouco mais profunda. Mas já começa também a fazer sucesso entre outras “tribos” que estão cansadas do software proprietário cheio de erros e de arquitetura fechada que não atendem, ou atendem mal, as necessidades dos usuários do sistema. O caso mais exemplar é o programa da Microsoft que, ainda, domina o mercado.

Como funciona a liberação do software livre para os usuários
O software livre depende de uma intensa fiscalização e acertos para que não sejam incluídos códigos maliciosos que possam comprometer a segurança do sistema. Qualquer pessoa tem acesso aos códigos e pode estudá-lo o quanto quiser e submeter sugestões. Essa visualização faz com que melhorias sejam disponibilizadas e falhas sejam identificadas e corrigidas de forma muito rápida. Somente um grupo específico e competente pode liberar a versão final. Somente versões seguras e estáveis são colocadas à disposição de todos ao redor do mundo.
Como podemos notar, o sistema está amadurecido e funciona de forma exemplar.



Sistemas políticos informatizados

As necessidades
As necessidades de uma população podem ser identificadas por meio de pesquisas. As pesquisas seguem métodos científicos que conseguem traçar perfis abrangentes ou em camadas que mostram a necessidade real de modo macro e micro em qualquer sociedade. Você pode ajustar a pesquisa e obter resultados para qualquer situação social; de uma determinada rua, por exemplo, ou para um país inteiro.
Com a atual malha de computadores interligados, podemos realizar estatísticas em tempo real. O Google, hoje, pode criar modelos de padrões que conseguem prever doenças, movimentos políticos, níveis de segurança e etc... em todo o mundo.

Se eles podem, nós também podemos.

Criação e implantação de leis
Começamos a perceber que podemos gerar leis em todos os níveis e camadas sociais que atendam à necessidades reais da maioria da população baseadas nessas informações em tempo real.
O sistema de criação de leis poderia seguir os mesmos princípios do software livre. Aberto a todos para estudo e participação com agilidade e segurança. Um grupo específico faria o estudo final e liberaria a versão mais atual. A periodicidade das atualizações também atenderia às necessidades reais da população. Até mesmo o grupo responsável pela liberação seria “rankeado” em tempo real e seus participantes seriam trocados segundo o interesse público, nunca o pessoal, como existe hoje em todo o mundo.

Então, precisamos de governantes?
Está claro que não. Hoje podemos criar nossas leis, administrar nosso grupo de controle de liberação de leis, excluir a corrupção, punir criminosos e tratá-los para o retorno à sociedade de forma correta, humana e que atendam à grande maioria. O mundo não precisa de governantes, precisa de cidadãos ativos. E hoje já temos as ferramentas para fazer isso. Repasse essa idéia.


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Se você quer saber como identificar um político corrupto, clique aqui.

Se quer saber quanto o Brasil perde com a corrupção, clique aqui.

Se quer saber sobre voto consciente e voto conivente, clique aqui.

Macacos que enviam naves a outros planetas


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Liberdade para criar, mixar, distribuir e produzir para o mundo

Aliberdade começa com o conhecimento

sábado, 16 de abril de 2011

O futuro cada vez mais próximo

Dois vídeos excelentes sobre as perspectivas para o futuro. Realmente será assim? Talvez sim, talvez não. Talvez seja até melhor. O importante é que estamos seguindo em frente. E as mudanças são cada vez mais sentidas.

A visa da Corning Incoporated


A visão da Microsoft

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Falar com seus amigos pode ficar bem mais barato

por Claudio Lopes


Image and video hosting by TinyPicTodo mundo gosta de um bom papo. Mesmo as pessoas mais caladas, em algum momento, sentem falta de falar com alguém.

Cedo o ser humano deu sinais de que precisava se comunicar mais, mais rápido e melhor. Por isso mesmo, nos primórdios, existiram sinais de fumaça, os bons e velhos sons de tambor, pombos correios e por aí vai...

Em tempos de modernidade, muito tem sido visto com relação à comunicação humana. Desde a invenção do telegrafo, a tecnologia avança a passos largos. Em 1990 houve a explosão de telefones celulares e esses já atendem a grande parte da população mundial.



A internet veio se juntar a esse grupo tornando o mundo menor ainda. Não necessariamente nessa ordem, foram criados os e-mails, as salas de bate-papo, os comunicadores instantâneos, as redes sociais e os programas que fazem ligações de entre computadores e aparelhos fixos e celulares espalhados pelo mundo, funcionando exatamente como se fosse um telefone comum. E queremos mais e mais.

Está certo. Essa é a nossa natureza!

Os celulares de hoje agregam jogos, câmeras, conectam-se com a internet e têm processadores e memória suficiente para serem considerados pequenos computadores.

Nessa altura, se você já usou o Skype ou o Google Talk deve estar se perguntando por que esses programas ainda não podem ser usados nos celulares para falar com seus amigos pelo mundo, pagando muito pouco ou até mesmo zero de tarifa.

Pois bem. Isso parece que começa a mudar.

A Nokia e a Skype farão uma parceria para a integração do software de comunicação que mais cresce pelo mundo rode nos celulares. Até agora, a informação que temos é que o Skype estará presente nos Nokia Nseries. Para o terceiro trimestre de 2009 está previsto que o Nokia N97 traga a novidade. Dessa forma você poderá ver se seus contatos Skype estão online e possibilitará a troca de mensagens instantâneas. Será possível também a utilização do sistema 3G e WLAN. O usuário fará camadas de voz gratuitas entre usuários Skype e fará chamadas para telefones fixos e celulares a um custo bem mais baixo que os encontrados atualmente.

Esperamos que o Google tome o mesmo caminho e venha somar mais possibilidades de comunicação ao mercado instalando seu Google Talk.

Afinal de contas, a sede de comunicação humana ainda está bem distante de ser saciada. Se é que um dia será.

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