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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

O que pode ser fatal para o mandato de um político

Seu voto é uma arma. Mas será a única?


Todo mundo sabe muito bem a resposta para acabar com a carreira de um político: votar na alternativa a este político, certo?

E quais são as alternativas?

  1. Você pode votar em outro candidato. E isso significa mostrar que você concorda com as ideias e tudo o que o este candidato representa. (E isso é muito importante!)
  2. Pode votar em branco. E isso quer dizer que pouco importa quem será o vencedor. Você deu um "cheque em branco" para o processo eleitoral. (E isso é muito perigoso)
  3. Pode anular o seu voto. E com isso deixa claro que não aceita qualquer dos candidatos e quer mudanças. - Devo esclarecer aqui que a velha história de um número superior a 51% dos votos nulos numa eleição não anula nada, ok? Quanto a isso, todos sabem que são computados apenas os votos válidos e quem tiver mais votos nessa categoria irá vencer e pronto. Mesmo que tenha apenas 3 votos e o outro menos do que isso. Absurdo, não? Mas é assim mesmo.


Mas é apenas isso? O candidato foi eleito e pronto? Ele agora pode fazer tudo o que a legislação permite e será (na maioria dos casos) "julgado" por seus pares?

Na verdade há uma alternativa que muitas pessoas conhecem mas que não vejo quem a usa. Promessas de campanha.

Talvez você não saiba, mas promessas de campanha são compromissos e são vistos como cláusulas do mandato. Portanto, não cumprir essas cláusulas significa inviabilizar o mandato que foi conferido por força de confiança nas urnas.

Entende aonde quero chegar? Não? Eu te explico: se promessas de campanha são cláusulas, VOCÊ pode exigir que seu candidato cumpra as cláusulas que VOCÊ, ou o seu grupo de interesse, CRIAR  e que deseja que este candidato, ou todos os candidatos, cumpram. Caso não cumpra, perde o mandato.

Ok, sempre vai existir algum espertalhão que dirá que a punição de perda de mandato não é exatamente uma sansão regulamenta para o não cumprimento das promessas de campanha e por isso não seria necessariamente aplicada.

Mas podemos ir além! Podemos impor que qualquer candidato disposto a ter nossa pretensão de voto, registre que se compromete a perder o mandato caso não cumpra com as cláusulas estabelecidas por ele mesmo. Ou seja: essas promessas de campanha.

Claro que outros irão dizer que essa estratégia não significa nada e que também não surtirá efeito. A minha resposta a isso é: ordene que o candidato faça o comprometimento e que registre isso no plano de governo junto à Justiça Eleitoral. Se este candidato for fiel ao que promete, não há com o que se preocupar. Afinal de contas, se não há riscos para o político, porque não fazer, não é mesmo?

Político honesto, não precisa se preocupar em estabelecer regras honestas e boas para o povo, que o prejudiquem caso ele não cumpra com o que promete.

Caso o político não cumpra e não sofra a perda do mandato (afinal são seus pares que poderão decidir sobre isso) pelo menos você terá o argumento perfeito para alertar ao seu grupo de interesse de que esse candidato claramente não é digno de confiança. E nunca mais vote neste desonesto. E todos sabemos que muitas votações podem ser decididas por um voto de diferença.

Algumas boas promessas de campanha:
  1. Prometer criar e/ou votará em um projeto de lei que torne o crime de corrupção imprescritível e que o agente corrupto perca, de forma definitiva e irrevogável,  qualquer direito adquirido por ter exercido o  mandato (ex: aposentadoria, plano de saúde seu e de familiares, carro oficial, assessores... etc, etc, etc...);
  2. Que se compromete a criar e/ou votará por uma sentença mínima e obrigatória de 19 anos de prisão em regime fechado para políticos e/ou servidores públicos corruptos, sem progressão de pena, em presídio comum e sem qualquer regalia que o diferencie de preso sem curso superior, em cela comum a ser cumprida imediatamente após condenação em segunda instância;
  3. Que criará e/ou votará em um projeto de lei que proíba qualquer político ou servidor de serviço público receber rendimentos, acumulados ou não, que sejam superiores a dois salários base de um professor da rede pública de ensino de início de carreira.
  4. Que criará e/ou votará em um projeto de lei que proíba políticos de usarem serviços de saúde ou planos de saúde pagos com dinheiro público que não seja o serviço público de saúde (atual SUS), em igualdade de condições com o cidadão comum e suas filas de atendimento.
  5. Que criará e/ou votará em um projeto de lei que obrigue o político a matricular seu(s) filho(s) em escola pública da sua região, em condições de igualdade com os cidadãos comuns mesmo que este político possa pagar por ensino particular.
  6. Que criará e/ou votará em um projeto de lei que limitará a aposentadoria do político bem como seus herdeiros desse benefício, a um valor total que não poderá ultrapassar, em hipótese alguma, o menor valor de benefício exercido no país para a aposentadoria de pessoas comuns aposentadas .
  7. Caso estes projetos já existam, este candidato compromete-se a lutar abertamente e junto à população para que entrem em votação no congresso ou no senado, e que quando em votação, vote EM ABERTO E CLARAMENTE PARA AS SUAS APROVAÇÕES sem emendas ou artifícios que comprometam a sua eficácia.
Se você vota em um político que não se compromete a viver com os recursos que você vive, você está dando um cheque em branco para uma pessoa que já deixou claro que vai te colocar numa situação ruim.

Em suma: organize-se. Forme seu grupo de interesse (aposentados, professores, médicos, universitários, etc...) e crie outras cláusulas obrigatórias que sejam de interesse deste grupo. E lembre-se de que mesmo que o político se comprometa com essas cláusulas não significa que o grupo irá votar neste candidato, mas que, após o comprometimento, o seu grupo irá avaliar se as outras promessas de campanha, são válidas e/ou claras e factíveis.

Para o político que não se comprometer, ESQUEÇA! Nem o considere como candidato e lute para que todos saibam que ele não se compromete como o melhor para a população.

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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

O efeito da corrupção nunca prescreve

O crime de corrupção também não deve prescrever


Campanha pela não prescrição dos crimes de corrupção e pela perda dos benefícios vitalícios, ou não, de corruptos

Você sabe que crimes de corrupção prescrevem. Mas, quando falta escola, atendimento médico, serviço de segurança pública, as consequências, em grande parte dos casos, são para a vida toda.

Imagine que você não teve oportunidade de estudar e perdeu oportunidades de ter uma vida melhor. Seus filhos e os filhos deles serão afetados. Caso um ente querido morra por falta de atendimento médico ou fique com sequelas permanentes, as consequências são permanentes. O mesmo sobre alguma pessoa que morre na mão de marginais ou perde oportunidades por ter uma cidade violenta.

Então vou ser direto: corrupto não pode se safar protelando a justiça. Também não pode usufruir de direitos por ter sido ladrão do dinheiro público em qualquer tempo. Isso é uma questão de justiça social para todas as nações.

Por favor, passe essa ideia a diante de vamos dar um pouco de oportunidade a quem merece. Ao  cidadão, de crescer num país mais justo. E ao corrupto, de pagar de forma exemplar por seus erros.

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domingo, 8 de julho de 2012

Eleições 2012 - O pior está por vir?



Acho interessante os movimentos políticos em prol de fazer a campanha para este ou aquele candidato. No entanto, noto que, na minha opinião, o foco está errado. E dessa forma, nossa capacidade de acertar na hora do voto está prejudicada. Temos uma grande chance de estar fazendo a coisa errada. 

Tendo em vista o cenário político brasileiro e a forma que são escolhidos os candidatos, percebemos que a presença do partido é fundamental. Sem ele, não há candidatos. Portanto, o mandato pertence ao partido (resolução reconhecida pelo TSE). 

Neste caso, analisar o candidato A ou o candidato B é importante, mas não o X da questão. Por que quem manda ou desmanda é o partido. O político "segue" a determinação do grupo. Ou, caso não siga, responde pelas consequências. 


Então chegamos ao foco principal da questão: OS PARTIDOS.


Analise os partidos. Veja as medidas desses na escolha de seus candidatos.

- Ele aceita os chamados "ficha suja"? ISSO É UM PÉSSIMO SINAL!

- Ele usa os "chamadores de voto"? (Como Tiririca e etc...) ISSO É UM PÉSSIMO SINAL!

- Ele é complacente com corruptos? ISSO É UM PÉSSIMO SINAL!

- Ele aceita que seus eleitos façam leis que são contrárias ao interesses dos cidadãos? ISSO É UM PÉSSIMO SINAL!

- Ele aceita coligações "surreais" para obter ou manter o poder? ISSO É UM PÉSSIMO SINAL!


Quais os possíveis resultados da união de pessoas boas em partidos ruins?

- O partido pode se tornar um lugar melhor; 
   - Pouco provável. Não temos visto isso ultimamente e nunca vimos antes. Neste caso, é mais fácil que o bom se mantenha na retidão e saia por não aturar as situações, ou seja expulso por seus "companheiros" de partido que os "convidam" a sair.


- O candidato se rende e entra na jogada; 
   - É o resultado mais comum. Temos inúmeros casos de pessoas que diziam ou pareciam ser boas e hoje fazem pactos até com o diabo para ter ou manter o poder.

Então chegamos ao ponto que percebemos que sim, pessoas boas podem mudar os partidos. Mas isso "nunca antes na história de deste país", foi visto. Ou temos a infelicidade de ver, mais uma vez, a corrupção vencendo. Então nos resta acabar com o mal pela raiz. Não votando em pessoas de partidos ruins. Muito menos em partidos ruins. Mas isso nem seria necessário citar. Ou, pelo menos, não deveria ser. Triste este nosso país.

Então note que existem outras questões simples que quando analisadas de forma objetiva, nos dão o norte com relação ao que temos com candidatos e o que nos espera pela frente, caso a população não perceba ou saiba discernir o quadro político. Neste caso, quero dizer que estou seriamente preocupado! E você?




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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Voto nulo: parte do processo democrático

Todos os anos vemos campanhas a favor do voto. Quem já não viu algum ministro do STE (Superior Tribunal Eleitoral) vir à TV para informar ao público a importância de se votar e de não se anular o voto?

Há um erro primordial em ser contra o voto nulo: o voto nulo é uma das opções possíveis; faz parte do processo democrático. Então se não podemos dirigir o eleitor a não votar nesse ou naquele candidato, não podemos também dizer que ele não pode anular o voto. Antes disso, devemos informar corretamente a todos e dar total liberdade de escolha ao eleitor.

Antes de falar sobre qualquer tipo de voto é necessário falar sobre o que é o voto. VOTO = APROVAÇÃO. Quem vota em alguém, está aprovando esse alguém, está passando um recado. Está gerando um dado. Portanto, todos os tipos de votos são importantes e passam mensagens. Criam dados. Fica fácil entender que o VOTO NULO = REJEIÇÃO.


Vamos analisar dois casos:

Caso 1

Em uma eleição, 40% dos eleitores votam no candidato A; 35% votam no candidato B, 19% votam no candidato C; 4% votam nulo e 2% votam em branco.
Neste caso o candidato A venceu a eleição. Todos os analistas falarão das possibilidades do novo governo e não se fala mais nisso.

Caso 2

Em uma eleição, 32% dos eleitores votam no candidato A; 27% votam no candidato B, 23% votam no candidato C; 16% votam nulo e 2% votam em branco.
Neste caso o candidato A venceu a eleição. Os analistas falarão sobre sobre as possibilidades de seu governo e falarão também do grande número de votos nulos. Falarão dos motivos que levaram a essa acontecimento e essa informação será comentada ainda por muito tempo.


Como podemos notar, ao aumentarmos o número de votos nulos, o novo dado gera discussão, abre possibilidades imensas para o processo democrático.

O voto nulo está se tornando muito mais importante, porque estamos num momento muito ruim de nossa história política. Com o baixíssimo nível de políticos, com tantos casos de corrupção, impunidade e problemas sociais, fica fácil entender porque o voto nulo tem ganhado tanta força entre as pessoas mais esclarecidas.

Vamos esquecer a velha história furada de anular 51% dos votos para anular todo o processo e, blá, blá, blá. Isso é um tolice total. Não existe.

Também fico abismado ao ver que um ministro do STE venha a público falar contra uma das opções possíveis do processo democrático do nosso país. Quando nos tornarmos cidadãos conscientes, o voto nulo deixará de ser assustador. Teremos melhores candidatos. E um país muito mais justo.

Então se você tem um candidato no qual acredita e concorda, faça o seguinte: ao estar na urna, pense em sua família – sua esposa, filhos e demais parentes - e entenda que está colocando o seu futuro na mão dessa pessoa em quem está querendo votar. E vote.

Mas, se você não confia ou não concorda com qualquer dos candidatos, vote nulo. É seu direito de cidadão.

Como anular o voto na urna eletrônica: digite 00 (zero duas vezes) e aperte confirma. Dessa forma, estará anulando seu voto e dizendo que a obrigatoriedade do voto não o fará escolher o político “menos pior”.


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terça-feira, 10 de maio de 2011

Um mundo sem dinheiro. A contagem regressiva começou.

Calma, esse post não trata sobre escassez de dinheiro ou crise financeira. Na verdade é bem ao contrário: um mundo sem dinheiro está sendo preparado, queiramos ou não.

Se você não está familiarizado com os filmes da franquia Zeitgeist, será necessário que eu faça uma introdução sobre assunto. (Para saber mais sobre Zeitgeist, clique aqui)


Aprenda a entender a verdade

Eduque-se. Não caia mais nas mentiras que lhe são apresentadas pelos governos.

Vivemos num mundo monetarizado, baseado no consumo e lucro. Para que ele funcione é necessário que se crie a idéia de escassez de recursos naturais. Dessa forma, é gerada uma cadeia produtiva, os preços evoluem, e tabelas de fluxo de caixa traçam os caminhos a serem seguidos pelo empreendimento. O erro em toda essa questão está na sua base: um trabalho está sendo realizado para a geração de um lucro monetário. Como você pode notar, não há qualquer relação com a natureza, aos seres aos quais esses serviços serão postos ou sustentatividade. É um sistema fadado às ruínas e que agora vemos que está acontecendo.


Modificar hábitos

Para seguirmos em frente como espécie é necessário nos reinventarmos. Nos primórdios da humanidade, quando não possuíamos qualquer conhecimento de ciência, matemática e da inter-relação das espécies, fazia sentido montar esquemas básicos que possibilitassem uma reunião social para o crescimento comum. Não era o ideal, mas eram as informações que tínhamos. Foi nesse contexto que surgiram as religiões, os governos e os sistemas monetários que nos trouxeram onde estamos nesse momento.

Hoje temos mais de 6 bilhões e 800 milhões de pessoas espalhadas por todo o mundo. Em 2020 teremos algo em torno de 8 bilhões. Estudos atuais mostram que nesse ritmo de crescimento é simplesmente impraticável manter a qualidade de vida de todos os habitantes do planeta com as atuais políticas de sustentação social. Em outras palavras, o modelo precisa mudar. E rápido.


Acabar com a corrupção

Grande parte dos problemas sociais e naturais que encontramos por todo o globo se referem, em sua base, à corrupção. A corrupção está espalhada em todos os segmentos sociais e até mesmo nos países mais adiantados culturalmente. Mas qual a proposta?

A proposta é extinguir o dinheiro da sociedade moderna. Num primeiro momento soa como loucura. Eu também pensava assim. Achava: Isso não tem como funcionar. Mas acredite, tem sim.

Num mundo baseado em dinheiro, não se pode esperar uma relação muito ética entre vendedores e compradores. Vendedores querem o maior lucro, compradores o menor preço e farão de tudo para chegarem aos seus objetivos.

Num mundo monetarista, a informação é mais do que importante. É a alma do negócio. Atualmente nenhuma empresa séria de propaganda faz uma campanha de produto sem que sua base seja um estudo do target. E esse estudo inclui as características mais íntimas desse target. Preste atenção às propagandas de sabão em pó. Dependendo da marca uma campanha é desenvolvida. Se estivermos querendo vender a usuários da classe C, a propaganda usará estereótipos pertencentes a essa classe, forma verbal de comunicação equivalente, roupas, idades e lugares que façam com que o alvo se identifique e pense que o produto é para ele. Note que depois de algum tempo, essa mesma marca de mercado lança outro produto que diz fazer tudo o que as anteriores não faziam. Logo você nota que será questão de pouco tempo até que essa mesma marca que hoje é a oitava maravilha da sociedade seja a taxada como ineficiente pela própria empresa que a criou. Estão te vendendo uma idéia. E a idéia tenta agregar valor à marca. Muito do preço cobrado por uma mercadoria é resultado do custo de marketing para se vender o produto, não a produção do mesmo. E isso acontece com todos os produtos. Desde do mais básico de limpeza pessoal e de casa, alimentos e até naves espaciais.

Se tentam te vender algo baseado numa idéia de que ele é melhor e não necessariamente porque ela é melhor, então a ética não encontra lugar na transação. A corrupção impera. Nessa mesma linha de pensamento, resguardadas todas as variações sobre o tema e suas posições em nossa vida, somos todos targets.

Felizmente a mesma informação que alimenta o sistema também é a que pode matá-lo. A chegada da internet é o grande divisor de águas de nossa era atual. O mundo gosta, quer e vai se comunicar de uma forma mais e mais eficiente. Com isso podemos trocar idéias mais rapidamente e assim crescer mais rapidamente. O entendimento de nós mesmos e de todas as espécies começa a ser visto de uma forma muito mais lógica do que mercadológica.

Atualmente vemos ditaduras caírem quase que da noite para o dia com o uso da informação em massa criada pela própria massa. Estamos nos reconhecendo como livres. E essa é a primeira barreira a ser quebrada. Mas devemos saber ao que estamos presos quando pensamos ser livres.

A corrupção nos mantém presos. Esperar que outros falem por nós é o mesmo que entregarmos a desconhecidos a chave de nossa casa, os números de nossa conta bancária e senhas. A base de todas as leis que regem a vida monetarizada de uma sociedade advém dos governos. Eleitos democraticamente ou não, esses governos mandam em todos. Se o sistema monetarizado está errado, os governos estão errados. A chave da sua vida está em mãos erradas.


Pesquisas de opinião

Para cada empreendimento que se faz hoje, são feitas muitas pesquisas de opinião. Nada é empreendido sem que se conheçam as características do público alvo. Sabemos que existem métodos modernos de pesquisas por amostragem que refletem com grande acerto as características da população ou qualquer outro seguimento. Essas pesquisas usam um percentual muito pequeno para se chegar a um resultado global. Por exemplo: numa pesquisa de opinião que afeta a vida de um país como o Brasil, são feitas pesquisas com milhares de pessoas. Então, um punhado de milhares de pessoas mostra o perfil de quase 200 milhões de Brasileiros.

Se você tem um site ou blog na internet também está bem familiarizado com essas pesquisas. Seu provedor de serviço para a manutenção do site certamente te disponibiliza uma área de estatísticas. De posse das várias informações sobre os visitantes do seu site, é possível adaptar as postagens para seu público alvo e assim aumentar suas visitas. Mais uma vez, a matemática te diz que caminho seguir.

Qualquer empresa de computação séria baseada na internet, hoje, consegue saber o gênero do usuário, sua idade aproximada, seus gostos, suas necessidades ou o que ele pensa ou pode pensar em querer com poucos cliques. Isso antes mesmo dele entrar no seu e-mail ou rede social e dizer definitivamente quem é. As empresas são capazes de dizer até mesmo como o usuário real da conta erra, quando erra ao acessar seus arquivos. Para dar um exemplo sobre isso temos claro de citar o Google ou o Facebook.

Se essas empresas são capazes de saber tanto sobre um único ser, fica bem fácil saber que ao agrupá-lo, essa empresa saberá muito sobre o grupo. Dessa forma, a empresa pode gerar relatórios com periodicidades incríveis sobre praticamente qualquer assunto relacionado ao grupo com nível de acertos incríveis. Hoje temos mais de 2 bilhões de pessoas conectadas à internet.


Políticos devem ser extintos

Ser governado é como entregar as chaves da sua vida a outra pessoa. Essa pessoa dirá o que é melhor para você e para todos também. Não soa como loucura? Mas é exatamente isso o que fazemos em todo o mundo atualmente. Hoje não precisamos mais disso. Podemos nos gerenciar de acordo com nossas necessidades e percepção de ética.

Se a Google e Facebook podem conhecer tanto e entregar ao grupo o que o grupo quer, também nós podemos criar esquemas matemáticos informatizados para gerar as leis realmente necessárias às massas. Conhecer os dados de 2 bilhões de pessoas em um universo de 6 bilhões e 800 milhões é muito mais eficiente do que a relação estabelecida atualmente para coletar informações; como é o caso do Brasil onde um punhado de pessoas mostra os contornos sociais de quase 200 milhões de indivíduos. Note que é a massa gerenciando a massa, não um escolhido para compilar segundo a sua própria idéia, as necessidades da massa. Esse é um sistema muito mais eficiente. Dessa forma também, podemos notar que o fator corrupção que basicamente está agregado à figura do político, também desaparece.

Em estudo realizado em 2008 pela KPMG, uma das maiores multinacionais de auditoria, realizou uma pesquisa para conhecer o tamanho da perda do Brasil com a corrupção em um único ano. Ela chegou à impressionante marca de 160 bilhões de reais. Em 2008 o total de arrecadação no Brasil foi de 1,056 trilhão de reais. Os dados sobre a arrecadação são do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Pense nos males que esse dinheiro desviado causou e como tudo poderia ter sido diferente excluindo-se a ineficiência do sistema alimentado pela corrupção. Teríamos muito mais do que os próprios 160 bilhões roubados naquele ano. Devemos lembrar também que de lá pra cá a arrecadação manteve-se em alta e a corrupção também, anualmente. Em ultima análise, somos tratados como gado para alimentar uns poucos abastados e manter o sistema. Logicamente o sistema não funciona para os brasileiros. Até mesmo no Japão aonde vimos à incrível eficiência daquele povo, ainda encontraremos focos de corrupção se uma análise minuciosa for aplicada. Você duvida? Eu não. Não estou falando por saber de algo que ninguém mais sabe, mas posso deduzir pela experiência de seres humanos na administração do sistema. Está claro que isso também não é interessante ao povo japonês.

Mas ainda teríamos seres humanos gerenciando o sistema, certo? Sim. Teremos uma junta especializada para introduzir os códigos corretos para a realização das pesquisas que gerariam as leis. A diferença é que os códigos estariam abertos ao estudo de todos e esses poderiam comentar sobre as metodologias, indicar melhorias, denunciar vícios. A própria junta especializada estaria em constante avaliação e todos os seus membros poderiam ser trocados individualmente ou em grupos para a reposição mais adequada. Tal como acontece atualmente com os softwares livres e que mostram incrível eficiência. O sistema já existe e funciona.

Sabendo que podemos retirar o fator “governante” da vida dos cidadãos, notamos que o lobby também será extinto. O lobby é uma relação que pode, com muita facilidade, se tornar uma ferramenta poderosa da corrupção. Se você quer ler mais sobre lobby, clique aqui.


O fim das propagandas

A propaganda é uma espécie de lobby. Claramente podemos perceber elementos básicos do lobby quando tentam te convencer a comprar esse ou aquele produto.

Percebemos que a propaganda também seria extinta, uma vez que não seria mais necessária. Todas as necessidades reais da sociedade estariam personificadas nas pesquisas atualizadas com base nas características da sociedade.

Não havendo concorrência, poderíamos nos livrar das empresas baseadas em lucro monetário. O lucro monetário é tudo na empresa monetarista. Sem lucro monetário, não haverá a empresa. Sobre esta base, notamos que o mais importante não está incluído no cálculo da empresa: o ambiente. Em ultima análise, o lucro monetário suplanta a necessidade do ambiente. O ambiente é outro elemento do calculo, mas não o essencial. Vendo dessa forma, entendemos a loucura do sistema. Continuar a ver o mundo pelo prisma do lucro monetário mata o ambiente. Sem o ambiente, não há vida. Qualquer vida. Inclusive a humana.

Alcançamos um momento de desenvolvimento social onde não só os sistemas de informação estão desenvolvidos. Os sistemas de trabalho também estão mais eficientes. Hoje não precisamos de homens para realizar muitos tipos de trabalhos. E amanhã teremos muito mais máquinas para fazer muito mais trabalho humano. Estamos em risco pelas máquinas que criamos? Se não tomarmos uma posição coerente, sim. Mas podemos entender e fazer com que isso seja diferente. E só será diferente quando não tivermos governantes e a questão monetária regendo as relações sociais.

Perceba que não estou falando sobre socialismo, ou qualquer outro “ismo” que determina forma de governo ou desgoverno. Estou falando de melhores leis, eficiência, de entendimento, do fim da escravidão a qual nos submetemos sem saber, estou falando do fim da corrupção.

O entendimento está sendo levado quando assistimos aos filmes da franquia Zeitgeist. É uma questão de tempo até que as pessoas percebam que podem se governar. Precisamos entender o meio ambiente, e como gerenciá-lo, saber que pertence a todos e afeta a todos e como afeta a todos. Não precisamos de governantes, não precisamos de dinheiro. Precisamos de entendimento.

É questão de tempo. Quanto tempo ainda precisamos? Veremos. A contagem regressiva está em curso.





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terça-feira, 19 de abril de 2011

Precisamos de governantes?

Existe um ranking de corrupção no mundo. O Brasil está muito mal posicionado nesse ranking. No entanto, qualquer pessoa sabe que por mais que uma nação seja bem colocada, ainda assim, a corrupção existe e é um problema sério.
Mas como podemos nos livrar dessa praga? Precisamos mesmo de pessoas eleitas para legislar por todos? Precisamos de políticos e governantes?
Durante muito tempo a resposta foi sim. Mas, definitivamente, agora não. Para falar sobre isso preciso antes falar sobre o software livre. Eu explico:

UNIX
A história do software livre tem seu início em 1969 quando o sistema UNIX começou a ser distribuído gratuitamente às universidades e centros de pesquisa nos EUA.

Creative commons
São muitos os programas que estão incluídos na categoria de software livre e um sistema de licença especial foi criado, é administrado e funciona de forma exemplar para garantir que esses sistemas sejam distribuídos de forma a cumprir seu papel de forma segura para todos: O Creative Commons. Ele é um projeto sem fins lucrativos que disponibiliza licenças flexíveis para obras intelectuais.


Linux
O sistema LINUX foi criado por um estudante de informática como um “passatempo”. Estável, competente, livre, confiável, esse sistema é presença certa entre as pessoas que conhecem informática de forma um pouco mais profunda. Mas já começa também a fazer sucesso entre outras “tribos” que estão cansadas do software proprietário cheio de erros e de arquitetura fechada que não atendem, ou atendem mal, as necessidades dos usuários do sistema. O caso mais exemplar é o programa da Microsoft que, ainda, domina o mercado.

Como funciona a liberação do software livre para os usuários
O software livre depende de uma intensa fiscalização e acertos para que não sejam incluídos códigos maliciosos que possam comprometer a segurança do sistema. Qualquer pessoa tem acesso aos códigos e pode estudá-lo o quanto quiser e submeter sugestões. Essa visualização faz com que melhorias sejam disponibilizadas e falhas sejam identificadas e corrigidas de forma muito rápida. Somente um grupo específico e competente pode liberar a versão final. Somente versões seguras e estáveis são colocadas à disposição de todos ao redor do mundo.
Como podemos notar, o sistema está amadurecido e funciona de forma exemplar.



Sistemas políticos informatizados

As necessidades
As necessidades de uma população podem ser identificadas por meio de pesquisas. As pesquisas seguem métodos científicos que conseguem traçar perfis abrangentes ou em camadas que mostram a necessidade real de modo macro e micro em qualquer sociedade. Você pode ajustar a pesquisa e obter resultados para qualquer situação social; de uma determinada rua, por exemplo, ou para um país inteiro.
Com a atual malha de computadores interligados, podemos realizar estatísticas em tempo real. O Google, hoje, pode criar modelos de padrões que conseguem prever doenças, movimentos políticos, níveis de segurança e etc... em todo o mundo.

Se eles podem, nós também podemos.

Criação e implantação de leis
Começamos a perceber que podemos gerar leis em todos os níveis e camadas sociais que atendam à necessidades reais da maioria da população baseadas nessas informações em tempo real.
O sistema de criação de leis poderia seguir os mesmos princípios do software livre. Aberto a todos para estudo e participação com agilidade e segurança. Um grupo específico faria o estudo final e liberaria a versão mais atual. A periodicidade das atualizações também atenderia às necessidades reais da população. Até mesmo o grupo responsável pela liberação seria “rankeado” em tempo real e seus participantes seriam trocados segundo o interesse público, nunca o pessoal, como existe hoje em todo o mundo.

Então, precisamos de governantes?
Está claro que não. Hoje podemos criar nossas leis, administrar nosso grupo de controle de liberação de leis, excluir a corrupção, punir criminosos e tratá-los para o retorno à sociedade de forma correta, humana e que atendam à grande maioria. O mundo não precisa de governantes, precisa de cidadãos ativos. E hoje já temos as ferramentas para fazer isso. Repasse essa idéia.


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sábado, 16 de abril de 2011

Falar a verdade faz bem

Excelente colocação da verdade que os cidadãos sentem e cada vez mais aprendem a botar para fora. Simplesmente genial.

De repente nosso povo está se descobrindo como gente. Bonito ver isso brotar. Bom ver essa metamorfose social que prevê a mudança de um país gigantesco como o nosso. Isso modifica muito mais que um estado. Ela mexe com o mundo. E isso diz muita coisa.







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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Ultimas notícias de 1º de abril

Jorge Mário Sedlacek RENUNCIOU

Acaba de ser divulgada a notícia que o prefeito de Teresópolis, Jorge Mário, RENUNCIOU.

Informações iniciais dão conta de que ele reconheceu não ter mais condições de administrar a cidade devido ao crescente número de teresopolitanos descontentes com seu governo e as graves denúncias apresentadas pela OAB que culminaram na abertura de uma CPI na Câmara dos Vereadores para investigar o caso.

Até o momento ninguém da prefeitura quis falar. As mais de 40 entidades civis organizadas estão em reunião neste momento para analisar a nova estrutura administrativa que deverá ser formada.

Nas ruas o clima é de euforia. Uma moradora do bairro São Pedro disse: "Graças a Deus conseguimos nos livrar desse pesadelo. Vamos esperar que o novo prefeito resolva essa vergonha que é a obra aqui ao lado do Tiro de Guerra! E torcer que o povo aprenda a votar, né?".

Nossa equipe conversou com integrantes da OAB que disseram que já esperavam por isso: As denúncias são graves. O quadro mudou mas os trabalhos não param. Agora entramos numa nova fase. Vamos torcer para que a nova administração seja bem melhor"

Populares já começam a divulgar as informações pelas principais redes sociais na internet. Grupos já se preparam para uma carreata da vitória pela principal via da cidade. "Finalmente a voz do povo foi ouvida! Me sinto realmente feliz de ter participado desse momento histórico!!!! Uhuuuuuu!" dizia um dos tópicos no Orkut.

Mais informações a qualquer momento.

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1º de abril é o dia da mentira. Que Pena! Gostaríamos muito de ter dado esta notícia!

Enquanto isso, vamos contando:




Para ver todas as notícias sobre o Prefeito Jorge Mário Sedlacek, clique aqui.


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Caso Bolsonaro

Por: João Luiz Lincoln

Temos de jogar pedras, mas é bom refletir um pouco.

As declarações do Deputado Federal Jair Bolsonaro ganharam destaque na imprensa e aparecem como motivo de diversos protestos e petições de ações na Justiça e cassação do mandato no Legislativo. Não existem dúvidas da natureza preconceituosa dessas declarações, e diante disso ele deve ser responsabilizado. Mas será que somente ele pensa assim? Será que o povo brasileiro pode ser generalizado como livre desse preconceito? Existem outras maneiras de identificar esse preconceito sem declarações desastradas como as do Deputado?

Lembro-me da minha infância e juventude, quando o Pelé aparecia em público com suas louras namoradas, e sempre havia alguém para generalizar e dizer que “negro é racista com o próprio negro, quando ganha dinheiro não quer saber de negro”. O interessante é que esse tipo de declaração ainda é muito comum. Mas, se eu não me engano, a citação sugere que: negro – para não ser racista – deve se casar apenas com negro e, consequentemente, os brancos vão se casar apenas com brancos – pois os negros não estarão disponíveis. Pois bem, foi exatamente isso que o Deputado falou, só que diretamente! São essas sutilezas que marcam o racismo no Brasil. Essa inversão da ordem de valor, para os mais distraídos, esconde um forte racismo. Algumas pessoas que conheço, e que leram meu currículo antes de me conhecer, confessaram que não esperavam que eu fosse negro – alguns confessaram! Agora vamos fazer contas; declarados negros ou afro descendentes, no Brasil, somam algo próximo de 30% da população; entretanto, os chamados índices sociais marginais como população carcerária, favelados, miseráveis etc, apontam uma participação negra superior a 70%. Será isso natural? Uma maldição de Deus? Nos Estados Unidos, onde a abolição dos escravos foi um pouco mais preocupada com moradia e educação dos ex-escravos, houve a necessidade de um dispositivo legal, em 1969, conhecido como Leis dos Direitos Civis, razoavelmente volumoso e abrangente, a fim de assegurar a presença do negro e outras “minorias sociais”, em todo o cenário social do país. Fizeram isso porque, reconhecendo a presença do racismo entre as pessoas, somente com o binômio “lei-punição”, haveria algo um pouco mais próximo de “justiça social”. É por conta disso que eu classifico o regime de cotas universitárias como algo mal feito, mas não acho injusto! Na verdade, o que falta é uma lei mais ampla, que contemple outros grupos sociais e outras atividades como cinema, teatro, publicidade etc. Acho que devemos aproveitar o momento para, como sociedade, reconhecermos nossas falhas: é o primeiro passo para corrigi-las!

Texto replicado na íntegra com permissão do autor.

A AVAAZ.ORG (Comunidade de mobilização online que leva a voz da sociedade civil para a política global) está captando assinaturas virtuais em um protesto contra o Deputado Jair Bolsonaro. Segundo o site: "As idéias racistas e homofóbicas do Deputado Jair Bolsonaro não são uma questão de opinião pessoal, elas são perigosas. "

Para participar para participar da AVAAZ e assinar a petição, clique aqui.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Proposta de João Luiz Lincoln

Teresópolis. Dias históricos!


Nesta hora em que nos preparamos para a grande manifestação do “Chega”, dia 12 de abril, lembrei-me de uma pequena história.
Após um grande incêndio em sua casa, o Engenheiro e inventor norte-americano Thomas Edison, disse que o incêndio havia destruído muitos bons inventos e bons trabalhos, mas também havia destruído os erros e equívocos – era a chance de começar novamente!
A nossa cidade já apresentava terríveis problemas antes da Tragédia: sujeira nas ruas, comércio agonizante, patrimônio arquitetônico abandonado, meio ambiente violentado, turismo inexplorado, favelização e tantos outros problemas vistos ou ocultos. A Tragédia só fez agravar este quadro e produzir uma população de miseráveis: as vítimas.

Importante parcela das verbas prometidas já está disponível mas não pode ser sacada porque não existem PROJETOS e PLANEJAMENTOS de uso dessas verbas. A Prefeitura mostra-se incompetente para realizar esse trabalho, e a Câmara, nem sob pressão, está disposta a fazer esse quadro mudar. Enquanto isso, vemos impotentes a nossa cidade e seus moradores DEFINHAREM.

Entretanto, em Teresópolis e em outros lugares do Brasil, existem pessoas capazes e dispostas a fazerem alguma coisa.

Diante disso, proponho que a organização da manifestação entre em contato com o CEAT – CENTRO DE ECOLOGIA APLICADA DE TERESÓPOLIS, que organizou um excelente Fórum após a Tragédia, a fim de organizar um GRUPO DE TRABALHO E REVITALIZAÇÃO DE TERESÓPOLIS. Esse grupo terá por atribuições ou objetivos:

1. Elaborar projetos de ações emergenciais para todas áreas atingidas.
2. Elaborar projetos de reurbanização para todas as regiões da cidade, procurando adequar as localidades às mais dignas condições de moradia e manutenção.
3. Elaborar projetos de aproveitamento turístico e ecoturístico.
4. Elaborar projetos de realocação dos desabrigados: moradias e empregos.
5. Elaborar projetos de reconstrução e proteção das áreas atingidas.
6. Organizar mutirões de atendimento médico, a fim de “zerar” as necessidades ambulatoriais e cirúrgicas. Deve ser incluído atendimento psicológico, fisioterápico, fonoaudiológico e odontológico.
7. Elaborar projetos de ordenamento e promoção comercial; atraindo consumidores, realinhando impostos e promovendo a empregabilidade.
8. Montar subcomitês específicos para as regiões do interior, atendendo a especificidade de cada lugar.
9. Definir medidas de alerta para a cidade e realizar treinamentos de Defesa Civil, para mobilização dos moradores nos momentos de crise.

Deve ser elaborado um documento para a Prefeitura (com cópia para o Governo do Estado, Ministério das Cidades, Ministério da Justiça, Gabinete da Casa Civil da Presidência, Vice-Presidência e Presidência da República), apresentando os membros do Grupo, os objetivos de trabalho (anteriormente listados) e colocada para a Prefeitura duas opções:

1ª) Apresentar uma proposta clara, técnica e eficiente da própria Prefeitura ou
2ª) Aceitar, apoiar e executar o trabalho do Grupo proposto pela Sociedade Civil Organizada (organizadores da manifestação e CEAT).

A verba disponível deve custear os honorários desse Grupo, a fim de garantir a contratação de bons profissionais e assegurar um trabalho com a velocidade necessária.

Essa é apenas uma ideia que busca apresentar algo um pouco mais concreto e esperançoso para os moradores da cidade e principalmente às vítimas. Sei que sou repetitivo, mas ouço todos os dias o clamor dos que nada têm e tudo perderam, que tudo perderam e nada receberam de volta.

Espero que possamos refletir e propor ações efetivas para o dia 12 de abril.
Em resumo, para o dia 12, proponho a colocação de vítimas entre os discursantes e a apresentação da proposta do Grupo de Trabalho, já com a indicação de alguns membros e dos objetivos desse trabalho.

Destaco que é uma idéia, sendo muito importante o debate e o posterior trabalho.

Beijos e abraços a todos, João Luiz Lincoln.

Texto replicado na íntegra com permissão do autor.

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Clique aqui para ver João Luiz Lincoln participando na ajuda aos sobrevivente da tragédia de Teresópolis de 12/01/2011


segunda-feira, 21 de março de 2011

Manifestações em Teresópolis

Um tempo histórico


O segundo dia de manifestação em frente à prefeitura de Teresópolis foi marcado por detalhes já vistos em outras tantas desde que o mundo conheceu o modelo que parece ser democrático:

















- O povo mais organizado: faixas, cartazes, caras pintadas, palavras de ordem, muito barulho;

- Lideranças naturais surgindo: em um primeiro momento, emergem nomes que mostram força e coerência em meio ao amontoado de pessoas insatisfeitas;

- Gritaria desordenada, o povo quer algo: Respostas não surgem das salas de reunião. Os acertos ainda estão sendo feitos. Eles não têm nada. A cada dia, fica mais claro que o governo não é feito para os cidadãos, mas sim, uma forma de dar a poucos o direito de mandar em todos;

















- Nos salões do poder: Quem quer tirar proveito da situação não mostra a cara. A maioria não assina. Ainda não encaixaram seus interesses;

- O tempo passa:
O silêncio é desmobilizador. A multidão enfraquece;

- Nos salões do poder:
O pensamento muito bem poderia ser este: “Viu? Era só nos fingirmos de mortos. Lá em baixo eles cansam.”

Vamos ser sinceros:
você acha mesmo que o governo é feito para tratar bem as pessoas? Se sua resposta for sim, com certeza você ainda acredita em Papai Noel.

Nesse exato momento, enquanto lê essa matéria, alguém está tomando o poder contra você. O bolo está sendo repartido, e você pagará a conta. Não pense que os Vereadores de Teresópolis não assinaram o pedido de abertura de CPI contra o Prefeito Jorge Mário apenas por não saber ainda se ele cometeu ou não algo ilícito.


Veja a lista dos Vereadores que assinaram o pedido de abertura de CPI contra o prefeito Jorge Mário:

1– CLÁUDIO MELLO (PT);
2- WAGNER DE OLIVEIRA FERNANDES (WAGUINHO) (PSC).


Agora veja a lista dos Vereadores que NÃO assinaram o pedido de abertura de CPI contra o prefeito Jorge Mário:

1- PAULINHO CARVALHO (PTB);
2- ARLEI (PMDB) - eleito pelo interior Bonsucesso e Vieira;
3- MARCELO OLIVEIRA (PMN);
4- DR. HABIB (PP);
5- DR. CARLÃO (PMDB);
6- ADEMIR ENFERMEIRO (PT);
7- CLEITON VALENTIN (PT);
8- MAJOR ANDERSON (PRB);
9- MANDINHO (PDT) (membro da comunidade do Caleme);
10- ANGELO FRANCISCO GALLO (ANJINHO) (PP) - eleito por Vargem Grande.


Não seria necessário que qualquer Vereador assinasse o pedido de CPI. Tão pouco a recusa de outros em assinar. O que o povo precisa aprender a ler os sinais: Quando a honra de uma pessoa é colocada em dúvida, qualquer criança sabe que essa pessoa, quando não tem o que temer, toma a frente da situação e pede para que as investigações sejam feitas. Esta pessoa prova que é honesta e parte para resgatar sua honra. Não vimos nada disso.

Tire suas conclusões: o Prefeito não deu as caras. Qualquer que seja o motivo. Ele não pediu a abertura da CPI. Será que isso, por si só, já não prova que ele é culpado?

Os Vereadores não assinaram o pedido: Por quê? Se o Prefeito não é culpado, não há o que temer. Se for, os Vereadores não estão sendo coniventes e por isso cúmplices?
Preciso dizer algo mais?

Pense sobre tudo isso. Aprenda a ler os sinais. O mundo se tornará um lugar cada vez melhor à medida que melhorarmos nossa capacidade de analisar as coisas simples.










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Fotos: Isai JP

quinta-feira, 17 de março de 2011

Intertv parece não ter compromisso com a verdade

A afiliada da Rede Globo, Intertv, que faz a cobertura da região fluminense do Estado do Rio de Janeiro parece não ter compromisso com a verdade. Essa é a opinião de parte da população que se uniu na maior manifestação da sociedade civil organizada contra o governo do Prefeito de Teresópolis Jorge Mário Sedlacek.

Num dia histórico para os moradores, poucos agentes de comunicação de fora da cidade estiveram presentes. Notou-se a presença da rádio CBN e da emissora Record de televisão. No entanto, a afiliada da Rede Globo para a região, sequer preocupou-se em ouvir as principais entidades da cidade que estão apoiando o movimento pela abertura de uma CPI contra o Prefeito de Teresópolis por enriquecimento ilícito. Em uma nota rápida passada pela TV nas duas edições diárias do jornalismo local, a Intertv passa informações consideradas incorretas, dando conta de que as manifestações são motivadas por moradores que sofreram com a catástrofe de 12 de janeiro de 2011.

Na manhã do dia 17 de março de 2011, na primeira edição do RJ TV os jornalistas da afiliada da Rede Globo, novamente, limitaram-se as dar uma pequena nota sobre a manifestação prevista para essa noite. Quem conhece a cidade sabe que o repórter sequer estava em Teresópolis naquele momento. Os comentários no Orkut já mostravam o descontentamento dos membros mais ativos do movimento.

Sobre a CPI
A população da cidade, que vê os trabalhos da Câmara dos Vereadores como tendenciosa e omissa, tem dúvidas sobre os caminhos de uma CPI aberta pela casa e já fala fortemente em renúncia do Prefeito por não ter mais condições de ocupar o posto máximo do administrativo.




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quarta-feira, 16 de março de 2011

Manifestação em Teresópolis no dia 15/03/20011 contra o Prefeito Jorge Mário Sedlacek

Um dia histórico!




Uma grande manifestação popular aconteceu em frente à prefeitura de Teresópolis num dia que já é considerado como histórico. Apesar da chuva, aproximadamente 4000 pessoas de várias classes sociais se reuniram para pedir a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) contra a administração do Prefeito Jorge Mário Sedlacek.

O governo do Prefeito Jorge Mário começou em 01 de janeiro de 2009 e mostra inúmeros indícios de irregularidades. A OAB – seção Teresópolis, encaminhou à Câmara dos Vereadores um dossiê relacionando essas irregularidades onde lista os sinais de enriquecimento ilícito do Prefeito. A seção da Câmara nem chegou a ser aberta, pois o presidente Arlei de Oliveira Rosa alegou “falta de segurança” e determinou que a casa fosse esvaziada e as janelas e cortinas fechadas. Numa clara mostra de desrespeito aos teresopolitanos que se encontravam em frente à Câmara, nenhum dos Vereadores falou aos manifestantes.

Pelo menos 3 bombas de efeito moral foram lançadas por membros da Força Nacional para afastar a população após a quebra de uma das portas de vidro da Câmara. Em formação, os guardas da FN avançavam abrindo caminho entre a multidão. Segundo algumas pessoas que faziam parte da manifestação, grupos infiltrados fingiram fazer parte do movimento para cumprir uma agenda de paralização dos trabalhos na Câmara.



No Orkut, a comunidade Teresópolis – RJ concentra grande número de informações sobre todo o processo que culminou na manifestação histórica. Pelo menos duas representantes da imprensa de fora da cidade foram vistas colhendo informações durante a manifestação: a rádio CBN e a emissora de televisão Record. Durante o dia de 16 março de 2011 a rádio Band News FM dava conta da manifestação e chegou a entrevistar ao vivo uma autoridade sobre o caso, no entanto, pessoas que participavam no Orkut em tempo real chamavam a atenção que o foco da entrevista relacionava a manifestação à catástrofe ocorrida no dia 12 de janeiro de 2011 onde, segundo dados oficiais, centenas de pessoas morreram no que ficou conhecido como a maior catástrofe da história do Brasil. Pela comunidade da internet vários participantes pediam que a verdade fosse dita e que entrassem em contato com a emissora informando os casos de corrupção que realmente motivavam as iniciativas sociais contra o Prefeito Jorge Mário.

Novas manifestações estão sendo marcadas com a ajuda das redes sociais. Também pelo facebook é possível acompanhar os desdobramentos desse momento político onde a população busca a renúncia do Prefeito. Tudo indica que o movimento não vai parar.




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terça-feira, 15 de março de 2011

Quanto tempo falta para terminar o (des?) governo do Dr. Jorge Mário Sedlacek?



Se você é teresopolitano sabe bem sobre o que a esse tópico se refere. Com 120 anos de existência nunca antes na história da cidade de Teresópolis se teve notícia de uma administração tão odiada e com um índice de reprovação que alcança a estratosfera. O Dr. Jorge Mário Sedlacek (PT), que foi eleito em 05 de outubro de 2008, é facilmente identificado pela imensa maioria da população como o pior prefeito que jamais foi visto! O primeiro a ser uma unanimidade entre todas as camadas da sociedade.

Após pouco mais de 2 anos no poder, o governo do Dr. Jorge Mário deixa marcas em várias áreas. As ruas em péssimas condições, trânsito caótico, obras inacabadas e, quando acabadas, de péssima qualidade, entre outras tantas outras reclamações vindas de todos os pontos imagináveis não deixa dúvidas: essa foi a maior tragédia política que poderia ter nos acontecido. No Orkut a comunidade Teresópolis – RJ é o meio preferido para o debate de idéias e troca de informações relevantes ou não sobre o assunto.

Após a infeliz idéia de participar ao vivo num programa de TV veiculado na cidade pela RCA – empresa de prestação de serviço de TV por assinatura – o Prefeito Jorge Mário não teve alternativa a não ser ouvir a opinião do advogado Nelson Filho, apresentador do programa OAB em Foco, que fez um paralelo da sua administração à tragédia ocorrida em 12 de janeiro de 2011, onde morreram centenas de pessoas num evento que ficou conhecido em todo o mundo como “A maior catástrofe da história do Brasil”. O vídeo sobre isso você confere logo abaixo. E a citação do apresentador do programa começa em 6 min e 10s e vai até os 7 min e 15s de exibição.



Por esses e muitos outros motivos, este tópico foi idealizado. Portanto, se você é teresopolitano ou tem parentes e amigos em Teresópolis, disponibilizamos o contador de tempo regressivo, que nos informa o quanto ainda temos, pelas vias normais, de aturar esta administração, que esperamos, nunca mais se repita! Tanto aqui, como em qualquer outra cidade do Brasil ou do mundo.

Pedido do editor deste blog:
Por favor, aprendam a votar! Evitem que nossa história se repita. Vamos fazer nosso papel de cidadãos e cuidar do nosso país. FORA MAUS POLÍTICOS!

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sexta-feira, 11 de março de 2011

Como identificar um político corrupto

Texto original: Claudio Lopes


Identificar um político corrupto implica em observar elementos básicos. Em todo o mundo essa tarefa pode ser aplicada modificando-se alguns dados para a adequação de cada realidade. No Brasil, cabe observar alguns pontos. Vamos a eles:

Sinais de enriquecimento incompatível com a renda percebida. – Os sinais mais básicos de enriquecimento incompatível passam pela moradia do político corrupto e bens de consumo como automóveis, roupas, cirurgias plásticas deles ou de cônjuges e etc.
É muito comum haver uma mudança de endereço passando de um bairro menos favorecido a um de status mais elevado. Geralmente essa mudança pode acontecer em vários estágios, mas sempre de uma moradia mais simples para uma mais sofisticada. No caso de pedido de explicações por parte da opinião pública, é comum a apresentação de documentação que justifica a compra ou aquisição dos bens por meio de financiamentos e/ou outros artifícios . Curiosamente, os preços mostrados nesses documentos são sempre subfaturados e estão sempre muito aquém do mercado. Deve-se observar que parentes e amigos desses “políticos”, atuando como “laranjas” também podem apresentar estes sinais de enriquecimento com a abertura de firmas que superam o desempenho geral do mercado no mesmo período de vigência. Esta é uma característica forte de lavagem de dinheiro.
Uma forma muito segura de se identificar o corrupto pelos sinais de enriquecimento ilícito é fazer um paralelo entre o antes e depois da eleição da vida financeira do político em questão. Nome nos órgãos como SPC, SERASA e emissões de cheques sem fundos títulos protestados são muito observados no período anterior à eleição. Os números não mentem.

Cercar-se de secretariado forasteiro. – cercar-se de pessoas de fora é muito útil ao político corrupto. Forasteiros são mais susceptíveis à corrupção por não terem uma ligação afetiva com a cidade ou local a ser administrado. Com o tempo, seus pares revelam o quão corruptos ou corruptíveis são e o secretariado pode sofrer muitas mudanças num curto período. Usar pessoas de fora da cidade é também muito útil, pois, após o período de gestão, o elenco parte para suas cidades de origem e as chances de confrontação com seus crimes tornam-se difícil e desestimula o povo e oposição a agir. Com o tempo, as ações desses grupos criminosos tornam-se “piadas de salão”.
Políticos corruptos detestam pessoas com boa memória. Jornais da região, gravações de programas transmitidos por rádio, vídeos e principalmente internet são as estacas de madeira desses sanguessugas.

A área gerida sofre com a administração. – é comum que o local de atuação de uma administração corrupta sofra as deficiências decorrentes do desvio de dinheiro. Sinais evidentes são as ruas esburacadas e problemas em serviços básicos de atendimento à saúde e educação. Nota-se que os serviços são executados de forma precária, os acabamentos são de péssima qualidade (quando são executados). Nota-se um “modus operandi” em todas as administrações corruptas: os trabalhos se intensificam após um pouco mais de dois anos de mandato. Motivo: como as gestões são de 4 anos e no ultimo ano de mandato as campanhas ganham força, temos apenas 3 anos e seis meses, em média, para a atuação do corrupto como “gestor”. Portanto, logo após os primeiros meses do segundo ano, alguns reparos são feitos com o intuito de “ganhar” o público pouco instruído que representa algo em torno de 80% da população.
O trabalho de pessoas comuns é muito importante na identificação dessas deficiências. Ouvir a população é um meio muito seguro de obter informações e fazer constatações das irregularidades. Recomenda-se o uso de câmeras de todos os tipos e a documentação por imagens e sons que possam datar as evidências. Num cenário como esse, é comum notarmos uma oposição oportunista que inflama a população no cumprimento de uma agenda de reposição administrativa. Frente às manifestações que tomam corpo, o político corrupto começa pequenas obras de efeito visual. Ele tapa alguns buracos e espera que o povo se cale.

Verbas de publicidade. – a eficiência de um sistema corrupto aumenta quando o público não recebe as informações corretas sobre a real situação da área gerida. Por esse motivo, logo no início do mandato, são fechados contratos com os principais meios de comunicação sob o manto das “verbas de publicidade”. Com o surgimento de outros elementos como radialistas, blogueiros e articuladores independentes as “verbas de publicidade” são refeitas. Dessa forma, promove-se a desinformação do povo quebrando a possibilidade de formação de grupos coesos que possam lutar contra o governo corrupto. É instalada uma censura velada. Neste caso, se se mostrar fraco, qualquer meio opositor cai sobre a força da censura. Se for forte, este opositor emerge como possível novo candidato a receber a “verba publicitária”. O tempo e os valores oferecidos dirão o grau de corrupção deste novo canal de oposição.

Pode ser chamado de ladrão que não rebate. – não demorará até que oposicionistas ou moradores descontentes procurem meios de expressar seus descontentamentos. Através de mídias como o rádio, TV, internet e etc., essas pessoas logo o chamarão de ladrão abertamente. Ele não rebaterá. Por uma simples razão: é como estrume, quanto mais você mexe, mais fede. Nesse caso, quem cala consente.

Inventa ameaças. – o político corrupto desagrada a muita gente: eleitores, opositores, comparsas, etc. Ele não se sente seguro com tudo que sabe. No campo da corrupção não há amigos e todos são arquivos vivos. Com receio de passar para o armário do “arquivo morto” ele vê ameaças em todo lugar e pode ser tornar psico. Diz receber ameaças e pode até forjar as provas dessas ameaças. Com isso, precisa roubar mais para aumentar seu nível de segurança. Cria um circulo vicioso que vira doença. A história da humanidade atesta essas neuroses em imperadores, ditadores, gângsters, traficantes, etc...

Confiar na justiça. – É muito comum vermos políticos corruptos que quando chamados aos tribunais dizem a seguinte frase: “Eu confio na justiça.”
No caso do Brasil especificamente, essa afirmação está correta. Toda pessoa esclarecida sabe que neste país as leis são escritas por uma grande maioria de corruptos. É de se esperar que esses párias não estejam dispostos a criar leis eficientes. Os excessos de “recursos em liberdade” tornam o cumprimento de uma sentença de condenação uma falácia. A atuação de advogados e/ou juízes corruptos é recorrente.

Existem efeitos colaterais ao exercício de um governo corrupto. Vou listar apenas 2 de forma rápida:

1 - Articuladores políticos de oposição tentam o uso da população desinformada como massa de manobra e em benefício próprio;
2- Sob uma administração medíocre, o atual governo é tão ruim que governos anteriores e/ou péssimos começam a parecer bons ou até mesmo ótimos.

Considerações finais:

O objetivo deste texto não é apresentar uma fórmula exata para a detecção do políticos corruptos, mas é uma ferramenta muito eficiente para a percepção de seus “modus operandi”. Existem variações praticamente infinitas de políticos corruptos, pois esses elementos passam dos mais medíocres aos mais refinados. No Brasil encontramos uma grande variedade da primeira classe. A dos medíocres. Essa situação é possível devido ao baixo nível de escolaridade e/ou informação da população.


Veja como vivem os políticos na Suécia, um país rico e desenvolvido.




Se você quer saber o impacto da corrupção no Brasil, clique aqui.

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