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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Novo golpe via Google?

Alguém muito esperto, entra no seu blog (fizeram isso aqui no Fronteiras da Mente) vê uma postagem e te denuncia ao DMCA. 

"A DMCA é uma lei de direitos autorais dos Estados Unidos que fornece diretrizes sobre a responsabilidade dos serviços na Internet em casos de suposta violação de direitos autorais." (explicação do GOOGLE)

Depois disso o Google coloca a sua postagem que estava "no ar" em estado "rascunho". Até aí tudo bem e você recebe uma comunicação oficial do Google explicando de forma polida a situação. Mais no final do texto "polido" vem o seguinte: "Se soubermos que você publicou novamente a postagem sem remover o conteúdo/link em questão, iremos excluir sua postagem e considerar isso como uma violação de sua conta. Violações recorrentes de nossos Termos de Serviço podem resultar em ações corretivas contra sua conta do Blogger, incluindo a exclusão de seu blog e/ou o encerramento de sua conta."

Logicamente, eu, que não plagiei o texto, mas confesso que usei uma imagem que apanhei na net, fiz a retirada da imagem e segui o que o Google me orientou para saber sobre o que eu havia sido notificado. Não havia dados. Tudo bem. Eu, muito polidamente, entrei em contato com o Google e expliquei o meu lado e tal. Mais no final do meu texto, mandei a minha porrada também, dizendo que esperava que eles me comprovassem onde eu errei e blá, blá, blá. blá, blá, blá. 

Hoje me mandaram um PDF mostrando onde foi. Havia dois links para eu verificar. Acontece, caros amigos, que os links não levam às imagens que "alegavam" comprovar meu "erro". Um deles deu como "página não encontrada" e outro leva a uma página de links pagos. Onde você clica e o cidadão do outro lado ganha. (espero que tenha sido só isso e eu não tenha sido invadido ou tenha meus dados roubados).

Pois bem, me parece um golpe e o todo poderoso Google pode ter me colocado nessa enrascada. Fiquem de olho!



quinta-feira, 12 de abril de 2012

Google Art Project no Brasil

Boa notícia para os brasileiros que adoram artes. O Google lançou neste mês de março seu projeto brasileiro do Google Art Project. Com ele, você poderá visitar virtualmente vários dos melhores museus do mundo. Até o momento, somente os museus Pinacoteca do Estado de São Paulo e o Museu de Arte Moderna (MAM) foram digitalizados aqui no Brasil. Mas isso é apenas o começo! Logo esperamos ter muito mais para visitar em nossos computadores. Este projeto não é novo. O Google Art Project já existe há pelo menos um ano. Na América Latina, 10 museus fornecerão 30 mil imagens em alta resolução de mais de seis mil artistas. Cada museu terá uma obra digitalizada em altíssima resolução; serão 7 bilhões de pixels esta resolução. As obras brasileiras escolhidas para este tipo especial de digitalização serão: o painel externo dos grafiteiros Os gemeos, que pertencem ao MAM, e a obra “Saudade” do artista Almeida Junior, na Pinacoteca.

Quanto o serviço foi anunciado em primeiro de fevereiro do ano passado eram apenas 17 museus de nove países. Um ano depois, a nova versão do Art Project conta com 151 museus espalhados por 40 países.

Com isso, o acervo dos principais museus do mundo estará na tela do seu computador a um click de distância!

A tecnologia empregada foi a mesma para o Google Street View. Mas para a digitalização dos museus, foi usando um robô com uma câmera que fotografa em 360°. Esta máquina tem 60 quilos e altura de 2,6 metros de altura com 15 câmeras de alta resolução. Três feixes de laser detectam a profundidade.




Máquina usada para a captura das imagens nos museus.





Assista o belo vídeo que foi produzido pelo Google para a apresentação do projeto.





Você também pode se interessar por estas postagens:


Pablo Picasso. Gênio das artes plásticas do século XX

O Fantástico mundo de Escher

terça-feira, 10 de maio de 2011

Um mundo sem dinheiro. A contagem regressiva começou.

Calma, esse post não trata sobre escassez de dinheiro ou crise financeira. Na verdade é bem ao contrário: um mundo sem dinheiro está sendo preparado, queiramos ou não.

Se você não está familiarizado com os filmes da franquia Zeitgeist, será necessário que eu faça uma introdução sobre assunto. (Para saber mais sobre Zeitgeist, clique aqui)


Aprenda a entender a verdade

Eduque-se. Não caia mais nas mentiras que lhe são apresentadas pelos governos.

Vivemos num mundo monetarizado, baseado no consumo e lucro. Para que ele funcione é necessário que se crie a idéia de escassez de recursos naturais. Dessa forma, é gerada uma cadeia produtiva, os preços evoluem, e tabelas de fluxo de caixa traçam os caminhos a serem seguidos pelo empreendimento. O erro em toda essa questão está na sua base: um trabalho está sendo realizado para a geração de um lucro monetário. Como você pode notar, não há qualquer relação com a natureza, aos seres aos quais esses serviços serão postos ou sustentatividade. É um sistema fadado às ruínas e que agora vemos que está acontecendo.


Modificar hábitos

Para seguirmos em frente como espécie é necessário nos reinventarmos. Nos primórdios da humanidade, quando não possuíamos qualquer conhecimento de ciência, matemática e da inter-relação das espécies, fazia sentido montar esquemas básicos que possibilitassem uma reunião social para o crescimento comum. Não era o ideal, mas eram as informações que tínhamos. Foi nesse contexto que surgiram as religiões, os governos e os sistemas monetários que nos trouxeram onde estamos nesse momento.

Hoje temos mais de 6 bilhões e 800 milhões de pessoas espalhadas por todo o mundo. Em 2020 teremos algo em torno de 8 bilhões. Estudos atuais mostram que nesse ritmo de crescimento é simplesmente impraticável manter a qualidade de vida de todos os habitantes do planeta com as atuais políticas de sustentação social. Em outras palavras, o modelo precisa mudar. E rápido.


Acabar com a corrupção

Grande parte dos problemas sociais e naturais que encontramos por todo o globo se referem, em sua base, à corrupção. A corrupção está espalhada em todos os segmentos sociais e até mesmo nos países mais adiantados culturalmente. Mas qual a proposta?

A proposta é extinguir o dinheiro da sociedade moderna. Num primeiro momento soa como loucura. Eu também pensava assim. Achava: Isso não tem como funcionar. Mas acredite, tem sim.

Num mundo baseado em dinheiro, não se pode esperar uma relação muito ética entre vendedores e compradores. Vendedores querem o maior lucro, compradores o menor preço e farão de tudo para chegarem aos seus objetivos.

Num mundo monetarista, a informação é mais do que importante. É a alma do negócio. Atualmente nenhuma empresa séria de propaganda faz uma campanha de produto sem que sua base seja um estudo do target. E esse estudo inclui as características mais íntimas desse target. Preste atenção às propagandas de sabão em pó. Dependendo da marca uma campanha é desenvolvida. Se estivermos querendo vender a usuários da classe C, a propaganda usará estereótipos pertencentes a essa classe, forma verbal de comunicação equivalente, roupas, idades e lugares que façam com que o alvo se identifique e pense que o produto é para ele. Note que depois de algum tempo, essa mesma marca de mercado lança outro produto que diz fazer tudo o que as anteriores não faziam. Logo você nota que será questão de pouco tempo até que essa mesma marca que hoje é a oitava maravilha da sociedade seja a taxada como ineficiente pela própria empresa que a criou. Estão te vendendo uma idéia. E a idéia tenta agregar valor à marca. Muito do preço cobrado por uma mercadoria é resultado do custo de marketing para se vender o produto, não a produção do mesmo. E isso acontece com todos os produtos. Desde do mais básico de limpeza pessoal e de casa, alimentos e até naves espaciais.

Se tentam te vender algo baseado numa idéia de que ele é melhor e não necessariamente porque ela é melhor, então a ética não encontra lugar na transação. A corrupção impera. Nessa mesma linha de pensamento, resguardadas todas as variações sobre o tema e suas posições em nossa vida, somos todos targets.

Felizmente a mesma informação que alimenta o sistema também é a que pode matá-lo. A chegada da internet é o grande divisor de águas de nossa era atual. O mundo gosta, quer e vai se comunicar de uma forma mais e mais eficiente. Com isso podemos trocar idéias mais rapidamente e assim crescer mais rapidamente. O entendimento de nós mesmos e de todas as espécies começa a ser visto de uma forma muito mais lógica do que mercadológica.

Atualmente vemos ditaduras caírem quase que da noite para o dia com o uso da informação em massa criada pela própria massa. Estamos nos reconhecendo como livres. E essa é a primeira barreira a ser quebrada. Mas devemos saber ao que estamos presos quando pensamos ser livres.

A corrupção nos mantém presos. Esperar que outros falem por nós é o mesmo que entregarmos a desconhecidos a chave de nossa casa, os números de nossa conta bancária e senhas. A base de todas as leis que regem a vida monetarizada de uma sociedade advém dos governos. Eleitos democraticamente ou não, esses governos mandam em todos. Se o sistema monetarizado está errado, os governos estão errados. A chave da sua vida está em mãos erradas.


Pesquisas de opinião

Para cada empreendimento que se faz hoje, são feitas muitas pesquisas de opinião. Nada é empreendido sem que se conheçam as características do público alvo. Sabemos que existem métodos modernos de pesquisas por amostragem que refletem com grande acerto as características da população ou qualquer outro seguimento. Essas pesquisas usam um percentual muito pequeno para se chegar a um resultado global. Por exemplo: numa pesquisa de opinião que afeta a vida de um país como o Brasil, são feitas pesquisas com milhares de pessoas. Então, um punhado de milhares de pessoas mostra o perfil de quase 200 milhões de Brasileiros.

Se você tem um site ou blog na internet também está bem familiarizado com essas pesquisas. Seu provedor de serviço para a manutenção do site certamente te disponibiliza uma área de estatísticas. De posse das várias informações sobre os visitantes do seu site, é possível adaptar as postagens para seu público alvo e assim aumentar suas visitas. Mais uma vez, a matemática te diz que caminho seguir.

Qualquer empresa de computação séria baseada na internet, hoje, consegue saber o gênero do usuário, sua idade aproximada, seus gostos, suas necessidades ou o que ele pensa ou pode pensar em querer com poucos cliques. Isso antes mesmo dele entrar no seu e-mail ou rede social e dizer definitivamente quem é. As empresas são capazes de dizer até mesmo como o usuário real da conta erra, quando erra ao acessar seus arquivos. Para dar um exemplo sobre isso temos claro de citar o Google ou o Facebook.

Se essas empresas são capazes de saber tanto sobre um único ser, fica bem fácil saber que ao agrupá-lo, essa empresa saberá muito sobre o grupo. Dessa forma, a empresa pode gerar relatórios com periodicidades incríveis sobre praticamente qualquer assunto relacionado ao grupo com nível de acertos incríveis. Hoje temos mais de 2 bilhões de pessoas conectadas à internet.


Políticos devem ser extintos

Ser governado é como entregar as chaves da sua vida a outra pessoa. Essa pessoa dirá o que é melhor para você e para todos também. Não soa como loucura? Mas é exatamente isso o que fazemos em todo o mundo atualmente. Hoje não precisamos mais disso. Podemos nos gerenciar de acordo com nossas necessidades e percepção de ética.

Se a Google e Facebook podem conhecer tanto e entregar ao grupo o que o grupo quer, também nós podemos criar esquemas matemáticos informatizados para gerar as leis realmente necessárias às massas. Conhecer os dados de 2 bilhões de pessoas em um universo de 6 bilhões e 800 milhões é muito mais eficiente do que a relação estabelecida atualmente para coletar informações; como é o caso do Brasil onde um punhado de pessoas mostra os contornos sociais de quase 200 milhões de indivíduos. Note que é a massa gerenciando a massa, não um escolhido para compilar segundo a sua própria idéia, as necessidades da massa. Esse é um sistema muito mais eficiente. Dessa forma também, podemos notar que o fator corrupção que basicamente está agregado à figura do político, também desaparece.

Em estudo realizado em 2008 pela KPMG, uma das maiores multinacionais de auditoria, realizou uma pesquisa para conhecer o tamanho da perda do Brasil com a corrupção em um único ano. Ela chegou à impressionante marca de 160 bilhões de reais. Em 2008 o total de arrecadação no Brasil foi de 1,056 trilhão de reais. Os dados sobre a arrecadação são do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Pense nos males que esse dinheiro desviado causou e como tudo poderia ter sido diferente excluindo-se a ineficiência do sistema alimentado pela corrupção. Teríamos muito mais do que os próprios 160 bilhões roubados naquele ano. Devemos lembrar também que de lá pra cá a arrecadação manteve-se em alta e a corrupção também, anualmente. Em ultima análise, somos tratados como gado para alimentar uns poucos abastados e manter o sistema. Logicamente o sistema não funciona para os brasileiros. Até mesmo no Japão aonde vimos à incrível eficiência daquele povo, ainda encontraremos focos de corrupção se uma análise minuciosa for aplicada. Você duvida? Eu não. Não estou falando por saber de algo que ninguém mais sabe, mas posso deduzir pela experiência de seres humanos na administração do sistema. Está claro que isso também não é interessante ao povo japonês.

Mas ainda teríamos seres humanos gerenciando o sistema, certo? Sim. Teremos uma junta especializada para introduzir os códigos corretos para a realização das pesquisas que gerariam as leis. A diferença é que os códigos estariam abertos ao estudo de todos e esses poderiam comentar sobre as metodologias, indicar melhorias, denunciar vícios. A própria junta especializada estaria em constante avaliação e todos os seus membros poderiam ser trocados individualmente ou em grupos para a reposição mais adequada. Tal como acontece atualmente com os softwares livres e que mostram incrível eficiência. O sistema já existe e funciona.

Sabendo que podemos retirar o fator “governante” da vida dos cidadãos, notamos que o lobby também será extinto. O lobby é uma relação que pode, com muita facilidade, se tornar uma ferramenta poderosa da corrupção. Se você quer ler mais sobre lobby, clique aqui.


O fim das propagandas

A propaganda é uma espécie de lobby. Claramente podemos perceber elementos básicos do lobby quando tentam te convencer a comprar esse ou aquele produto.

Percebemos que a propaganda também seria extinta, uma vez que não seria mais necessária. Todas as necessidades reais da sociedade estariam personificadas nas pesquisas atualizadas com base nas características da sociedade.

Não havendo concorrência, poderíamos nos livrar das empresas baseadas em lucro monetário. O lucro monetário é tudo na empresa monetarista. Sem lucro monetário, não haverá a empresa. Sobre esta base, notamos que o mais importante não está incluído no cálculo da empresa: o ambiente. Em ultima análise, o lucro monetário suplanta a necessidade do ambiente. O ambiente é outro elemento do calculo, mas não o essencial. Vendo dessa forma, entendemos a loucura do sistema. Continuar a ver o mundo pelo prisma do lucro monetário mata o ambiente. Sem o ambiente, não há vida. Qualquer vida. Inclusive a humana.

Alcançamos um momento de desenvolvimento social onde não só os sistemas de informação estão desenvolvidos. Os sistemas de trabalho também estão mais eficientes. Hoje não precisamos de homens para realizar muitos tipos de trabalhos. E amanhã teremos muito mais máquinas para fazer muito mais trabalho humano. Estamos em risco pelas máquinas que criamos? Se não tomarmos uma posição coerente, sim. Mas podemos entender e fazer com que isso seja diferente. E só será diferente quando não tivermos governantes e a questão monetária regendo as relações sociais.

Perceba que não estou falando sobre socialismo, ou qualquer outro “ismo” que determina forma de governo ou desgoverno. Estou falando de melhores leis, eficiência, de entendimento, do fim da escravidão a qual nos submetemos sem saber, estou falando do fim da corrupção.

O entendimento está sendo levado quando assistimos aos filmes da franquia Zeitgeist. É uma questão de tempo até que as pessoas percebam que podem se governar. Precisamos entender o meio ambiente, e como gerenciá-lo, saber que pertence a todos e afeta a todos e como afeta a todos. Não precisamos de governantes, não precisamos de dinheiro. Precisamos de entendimento.

É questão de tempo. Quanto tempo ainda precisamos? Veremos. A contagem regressiva está em curso.





Você pode se interessar também por essas matérias:

Zeitgeist - I

Zeitgeist - Addendum

Zeitgeist - Moving Forward

O que move o mundo.

Macacos que enviam naves a outros planetas


A liberdade começa com o conhecimento.

Se você quer saber como identificar um político corrupto, clique aqui.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Google, Brasil e crise

Por Claudio Lopes

A Google, maior empresa de buscas na internet, até agora, parece não ter sido atingida pela crise financeira internacional. Seus lucros continuam em rota de subida e sua saúde financeira parece estar muito bem. Mesmo assim, num ato de perspicácia da sua administração, demitiu 100 funcionários recrutadores de pessoal, fechou três escritórios de engenharia e está desativando alguns dos projetos menos rentáveis do grupo. Isso mostra o comprometimento de administradores engajados com o futuro e preocupados em manter-se na vanguarda de sua área de atuação.
O mesmo parece não acontecer no governo Brasileiro [mais]. A atual administração recebeu um inestimável alicerce político e econômico do governo antecessor. Apesar de anteriormente se dizer oposição, abraçou os métodos e mecanismos da administração passada, modificou umas coisinhas aqui e ali, uma “repaginada” em alguns programas já implantados e vimos uma espécie de “mais do mesmo” com cores e caras novas.

Até agora, o governo brasileiro surfou nas boas ondas geradas pelo passado e pela manutenção dos métodos anteriores. Os tempos eram outros. A saúde financeira internacional parecia ser excepcional e o crescimento externo fazia topos sobre topos nos gráficos de todos os analistas de mercado. O caso é que o castelo de cartas se desfez. Com mercados interligados, vários países sentiram o peso da crise. Apenas o governo brasileiro diz que não será atingido. Mas o que vemos parece não estar sendo um bom presságio: mesmo com facilidades oferecidas para manter o crédito e a liquidez entre bancos e mercado, os números do desemprego mostram que não estamos num céu de brigadeiro como pensávamos. As maiores empresas nacionais mostram suas estratégias de reação à crise. Os novos desempregados tentam entender o que está acontecendo, os políticos de primeira linha do planalto dão um tom quase indignado ao falarem das demissões promovidas por fábricas que receberam ajuda do governo. Até aí tudo bem.
Mas, uma coisa parece estar muito errada. Ao mesmo tempo em que o quadro financeiro interno se mostra cada vez mais tenso e perigoso, o governo nem sequer fala, ou quer ouvir falar, em corte de gastos da máquina pública. Ao contrário, o que vemos e temos notícias pelos mais variados meios de comunicação, é o avanço vertiginoso dos gastos públicos numa demonstração de total desrespeito ao dinheiro do contribuinte. Brasília é uma ilha da fantasia, isso todos que a conhecem já sabem. E também sabemos que, em nenhum lugar do mundo, uma administração que se julga realmente séria pode fechar os olhos para seus gastos administrativos ou pelos vazamentos de dinheiro que corroem e colocam em cheque a sobrevivência do negócio em tempos futuros. Isso em tempo de bonança! O que se dirá agora, em tempos de crise e grandes instituições mundiais, outrora potências, se tornando esqueletos sem valor da noite para o dia.
Mais uma vez vemos o povo brasileiro fazendo cara de paisagem fingindo que não é com ele.
Mas uma coisa o governo parece estar fazendo muito bem. Se resume mais uma vez a uma única palavra: repaginada! Basta ver o novo shape da ministra da casa civil Dilma Rousseff. Mais uma vez, a máquina dos marketeiros gira criando a mais nova estampa a ser vendida. Com plásticas estratégicas assistimos o nascimento da próxima salvadora da pátria. Tudo para fazer o povo aceitar o que pode ser a próxima dama de ferro tupiniquim. É claro que tem tudo para dar certo. Aos poucos o povo esquece e pensa que ela sempre foi assim. Linda e suave... que o diga os velhos arquivos do Dops.
O PT, apesar de todas as turbulências e falcatruas noticiadas pela mídia, parece firme e forte. A receita é muito simples: basta não olhar para as sujeiras, fingir que correm atrás dos culpados, e o tempo, em conjunto com a legislação estrategicamente formada para esses casos, se encarrega livrar os culpados e de enviar para baixo do tapete coisas que não devem ser vistas por ninguém. E assim está acontecendo. Aos poucos e sempre. Mais uma vez o povo recebe seu pão e circo e banca a bonança de poucos.
Mas essa é uma aposta arriscada. Não fazer os ajustes de gastos do governo pode significar a morte logo após a curva. Como em política tudo é questão de ponto de vista, com certeza, os que pretendem a continuação de sua administração, já tem um plano formado. Se a situação ficar ruim, colocamos a culpa em alguém. Pode ser no mercado externo, na oposição que tenta puxar o tapete para subir ao trono, ou qualquer outra coisa que se transforme em lucros no decorrer da crise. Uma coisa é certa: eles estarão sempre bem, com bons salários, benefícios, falcatruas e uma legislação estrategicamente formada para livrar os bandidos caso sejam apanhados descaradamente roubando o dinheiro do povo ou usando-o em proveito próprio para subir mais alguns degraus na escalada rumo ao poder.
As apostas já foram lançadas e o povo dorme silenciosamente.
Uma pena que não temos no nosso governo, administradores engajados com o futuro do nosso país, preocupados em nos fazer chegar ao topo e nos manter na vanguarda do mundo globalizado.
Que pena que meu país não se chama Google.

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